terça-feira, 29 de junho de 2010

Desabafo: Agora a moda é ser gospel!!!

É, a moda agora é ser gospel. Ser evangélico/crente/ungido e sei la mais que termos, esta na moda. As pessoas querem ser evangélicas e lotam Igrejas que prometem uma solução rápida para crises no amor, no emprego, saúde, etc. Temos jogadores de futebol estilo gospel, governantes estilo gospel, modelos estilo gospel, cantores estilo gospel, até atriz pôrno gospel. Sim, eu falando sério.

Essa madrugada recebi um link de um sexyshop gospel! Sim, isso mesmo. Não é piada, procure no google. O lema é: Colocar Jesus no meio de tudo. Daqui a pouco teremos restaurantes gospel, lojas de calcinhas gospel, farmácia gospel, clinicas de aborto gospel, bar GLS gospel. E me entristece ver que temos Cristoteca, Baile Funk de Jesus, agência matrimonial Cristã, daqui a pouco teremos drogas gospel?

As pessoas querem seguir Jesus, mas sem abrir mão de seus antigos hábitos. Quero ser crente, então eu vou pra Cristoteca, pegar as menininhas, quero seguir Jesus, desde que minha igreja tenha uma visão branda em relação ao homossexualismo. A palavra de Deus tem que se moldar para o que eu quero, segundo minha vontade.

Vamos acordar gente!!!! Daqui a pouco teremos uma boate gospel chamada Sodoma para que os Cristãos possam pecar com Jesus no coração? Vamos voltar para Idade Média, onde alguns Padres tinham direito a ter até 10 meninos para seu prazer? (isso é documento histórico, não to inventando).

Que tristeza! Eu procuro sempre ser compreensiva, conversar, amar meu próximo, ser carinhosa, amiga, mas algumas coisas sim me tiram do sério, me indignam, e essa manipulação da mensagem de Jesus, esse mercado gospel e todas as pessoas de bom coração que são seduzidas por essas promessas, nessa industria, isso me dói, e sim me indigna e eu levanto minha voz sim.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Apenas Clarice

"...sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava de morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus,..., faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e a luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro..."

Clarice Lispector


terça-feira, 22 de junho de 2010

Quando a ideologia de gênero se opõe à mulher

Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez

Por Gilberto Hernández García

SANTIAGO DO CHILE, domingo, 7 de junho de 2009 O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.

A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.

O gênero é uma “construção” social?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.

Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.

Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.

–Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?

–Ana María Yévenes Ramírez: Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.

O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.

–A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?

–Ana María Yévenes Ramírez: Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.

–E negativa?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.

–Finalmente, quais são as repercussões na família?

–Ana María Yévenes Ramírez: Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.

Uma moda que não passa: a beleza interior

Por Interprensa/Ed. Quadrante

Hoje em dia vemos rostos com sorrisos artificiais, operações cirúrgicas para evitar as rugas, lipoaspiração, injeções de silicone para modelar corpos que não têm outro defeito a não ser o desgaste natural provocado pelo tempo. Venderam-nos uma imagem de mulher que valoriza a aparência, mas se esquece "dela", da mulher como pessoa.
Na obra "Marianela", de Perez Galdós, a protagonista pergunta ao cego a quem serve de guia se ele sabe distinguir o dia da noite. O cego responde: "É dia quando você e eu estamos juntos; é noite quando nos separamos".

Marianela é uma jovem deformada por um acidente sofrido quando pequena. Somente seu amigo cego podia ver a beleza de seu interior sem se ater à superficialidade do seu corpo deformado. A cegueira dos olhos físicos era o princípio de luz de seus olhos interiores para ver os outros. Não julgava pela impressão sensível. Julgava pela beleza segundo a estatura moral da pessoa.

Interessante forma de apreciar o mundo. Uma lição serena para uma sociedade ocidental tão angustiada pelo cuidado estético e, paradoxalmente, tão superficial no cultivo da interioridade. A beleza continua a ser uma enorme preocupação feminina. Mas, o que é realmente belo?


APROXIMAÇÕES DO CONCEITO

No século V a.C, os sofistas definem a beleza como "o que era agradável à vista ou ao ouvido". Com essa definição, a "beleza" começa a distinguir-se do "bom". Mais tarde, os estóicos propõem uma nova definição: "aquilo que possui uma proporção apropriada ou uma cor atrativa". Aristóteles define a beleza como "aquilo que, além de bom, é agradável".

Como vemos, enquanto os sofistas privilegiam o atrativo sensível que provoca o objeto belo, os estóicos ressaltam o equilíbrio interno entre as partes do objeto. Aristóteles, por sua vez, assume uma postura intermediária que concilia ambas as teorias.

Junto a estas tentativas de definir a beleza, a Antigüidade agregava outros elementos, tais como a proporção, o ordenamento das partes e as inter-relações que se estabeleciam entre elas. A esta proporção, cujo fundamento está inscrito na mesma natureza e cujo paradigma máximo é o corpo humano, dá-se o nome de "simetria".

Retomando a idéia de "iluminação" como parte substancial da beleza, São Tomás de Aquino fala da beleza como "esplendor da forma". Sempre houve uma associação natural entre bondade e beleza.


VARIÁVEL COMO A MODA

Apesar disso, o conceito de beleza muda segundo as culturas e os tempos. Na antiga literatura chinesa, o conceito de "mulher bela" se refere a um ser delgado e frágil. Em um país como o Japão, a definição de beleza também parece ter variado segundo a época. As mulheres bonitas que foram representadas em impressões em madeira durante o período Edo, tinham uns rostos compridos, olhos largos e bochechas grandes e proeminentes. Não obstante, no período posterior à Segunda Guerra Mundial, as mulheres de aparência masculina passaram, de repente, a ser consideradas atrativas. Isto falando brevemente da beleza de traço oriental. Nem sequer podemos compará-la aos moldes ocidentais do século XXI, no qual a mulher pálida...

Como é possível haver estandartes de beleza feminina tão diferentes na sociedade?

As mulheres têm a tendência a cair na armadilha que as faz querer se encaixar no molde de "beleza" estabelecido pelas tendências sociais de cada época. O propósito desta interminável busca, e o objeto ao qual se busca, costumam ser esquecidos. Que beleza se busca? A do parecer ou a do ser? Para quem essa beleza é conquistada: para quem a adquire ou para os outros?


DIFÍCIL ESQUECER A APARÊNCIA

Hoje em dia vemos rostos com sorrisos artificiais, operações cirúrgicas para evitar as rugas, lipoaspiração, injeções de silicone para modelar corpos que não têm outro defeito a não ser o desgaste natural provocado pelo tempo. Venderam-nos uma imagem de mulher que valoriza a aparência, mas se esquece "dela", da mulher como pessoa. À força de ver modelos esbeltas, sem nenhum defeito externo e com medidas impossíveis, aceitamos que o ideal de beleza que nos permite entrar pela porta grande do mundo é semelhante ao da Miss Universo coroada no concurso do ano. E ainda que muitos de nós concordemos ao ler idéias semelhantes a estas - e inclusive criticamos o uso que se faz da mulher na publicidade - no fim, caímos no mesmo jogo que nos é proposto e somos os primeiros a preocupar-nos com a passagem do tempo (e não precisamente porque nos aproximamos da morte).

Inquietam-nos os primeiros cabelos brancos ao cruzar o umbral dos 30, dos 40, dos 50 anos. No fundo também nós identificamos juventude e beleza, porque nossa bandeira estética também se reduz à margem do superficial e sensível. Onde está a luz do dia interior da qual fala o cego? Por que não a vemos?

Porque esta luz deve ser procurada com olhos interiores, em silêncio e na quietude que permite ver o invisível, que é realmente valioso.


BASTA SABER OLHAR BEM

O rosto de uma mulher que foi marcado por numerosas tormentas da vida pode ser belo. Seja qual for sua idade, a beleza de uma mulher que resistiu às dificuldades da vida brilha com um esplendor que se destaca, tal como ocorre com os vincos da madeira, cuja beleza tende a ser mais profunda com o passar dos anos. Há rostos de mulheres anciãs que irradiam algo que não se vende em nosso século: uma beleza pacífica, serena. Essa beleza cresce com o tempo, porque o tempo aquilata e purifica o que nos faz grandes: a capacidade de amar que possui o ser humano.

O passar silencioso e constante dos anos engrandece a mulher que viveu em ordem ao "dar-se" e não ao "buscar-se". Por isso, um rosto ancião pode ser atrativo. Talvez detrás de olhos compassivos se escondam muitas lágrimas; detrás de rugas maquiadas se oculta muita dor, porque o amor é doação, é buscar o bem objetivo do outro. Por isso, com freqüência, o amor dói. O amor não é uma maquiagem que se tira de noite; sua marca na pessoa é indelével e não se apaga com o passar do tempo.

Mais além dos sentimentos, da emotividade quase de origem física, esta capacidade oculta no ser humano lhe permite eleger livremente o que é difícil, doloroso e desinteressado, apenas para fazer alguém feliz.

A mulher, que por vocação está chamada a educar o homem na arte do amor desinteressado, é verdadeiramente bela quando é fiel a si mesma, ainda que seu cabelo faça reluzir a cor branca e suas mãos estejam trêmulas. Dizia Agostinho de Hipona: "apenas a beleza agrada". E se não é muita pretensão, podemos acrescentar: "apenas a beleza interior agrada sempre".

A Mulher de Noé. Um exemplo a seguir.

" Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teu filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo" (Gênesis 6:18).

Na Bíblia, nós a conhecemos como "a esposa de Noé". O seu nome não sabemos mas, com certeza, Deus sabe e o colocou no Livro da Vida, no livro onde estão os nomes de todos aqueles salvos pelo sangue do Seu Filho unigênito, Jesus Cristo.

Maria? Rute? Madalena? Não sabemos, mas sabemos que ela era uma mulher virtuosa e submissa a seu esposo Noé.

O mundo, naquela época, estava corrompido. O pecado inundava toda a terra. Mas havia um família que era fiel ao Senhor - a família de Noé. Ele era um homem justo que andava com Deus, juntamente com sua esposa, seus três filhos - Sem, Cão e Jefé - e suas noras.
Em Gênesis 6:5-7, a Bíblia nos diz: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus."

Até então, a vida da esposa de Noé era simples. Ela cuidava de Noé, de seus filhos e do seu lar. Ele tinha uma vida sem preocupação, pois tinha o Senhor. Ela não imaginava que a sua vida e a de todos da sua família iria mudar. Tudo começou com "o chamado do Senhor". Disse Deus a Noé: "... O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência e eis que os desfarei com a terra" (Gênesis 6:13).

E ainda disse a ele que fizesse uma arca de madeira de gofer. Nela entraria ele, seus filhos, sua esposa e as mulheres de seus filhos, pois ele iria trazer "um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus ..." (Gênesis 7:17).

Como nós reagiríamos a esta notícia tão séria?
Como nós reagiríamos ao saber que , com exceção da sua família, todos iriam morrer?
Como nós reagiríamos ao saber que tudo iria mudar daqui para frente?

A esposa de Noé creu na profecia. Ela creu no que Deus disse a seu esposo. Ela creu que toda a humanidade iria perecer sob as águas do dilúvio.
O coração desta mulher de Deus, certamente, estava preocupado não apenas com a morte de todas aquelas pessoas que ela conhecia mas também com a vida e alma de seus filhos e noras. Como mãe amorosa ela deve ter falado do amor de Deus e da promessa de salvação. Ela amava seu esposo, seus filhos, suas noras e, principalmente, o Senhor. Por isso podemos fechar nossos olhos e imaginar o que ela fazia enquanto Noé, Sem, Cão e Jafé construíam a arca. Podemos imaginar e dizer que ...

1- Ela orava.

2- Ela exortava.


A mulher de Noé, provavelmente, era a mulher que a Bíblia diz em Provérbios 31:10: "Mulher virtuosa quem a achará?"

E você, minha irmã, sempre encoraja seu marido? Você o encoraja em seus planos (nos dele), mesmo que não sejam os seus? E você faz isso de coração ou apenas para, aparentemente, ser uma esposa submissa? Não estou dizendo que é fácil ser submissa, nem que é fácil seguir os planos do marido quando eles não são os mesmos planos meus. Mas de uma coisa estou certa: se eu colocar os meus joelhos no chão e pedir ao Senhor que mude o meu coração para um coração submisso, para um coração que se submete com alegria, com certeza, Ele vai me atender. E é aí quando estarei fazendo a vontade do Senhor e lutando pra ter um lar feliz junto com meu marido e com nossos filhos.

3- Ela ajudava.


E você, amada irmã, é aquela "ajudadora idônea" (Gênesis 2:18) do seu marido?
Ou você vive atrapalhando-o, não deixando ele ter tempo para trabalhar para o Senhor?
Lembro-me de ter lido em algum lugar que havia uma esposa que vivia revoltada com seu marido por ele , de vez em quando, pedir a ela para trazer um chá para ele. O escritório dele era no primeiro andar da casa e a cozinha no térreo. Ela reclamava, reclamava, reclamava ... mas ele não dava ouvidos às reclamações da sua mulher que pode ser comparada a de Provérbios 21:19: "É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça." Mas, apesar de estar agindo rixosamente, ela era uma mulher de Deus e era, verdadeiramente, uma crente no Senhor. Então, ela decidiu por algo que deixava seu coração cheio de amor todas a vezes que seu marido pedia o tão polêmico chá - agora, ela levava o chá, não para seu marido mas para o Senhor. Ela fazia de conta que era para Deus que ela estava fazendo o chá.

Tudo que vimos até agora, não podemos afirmar que realmente aconteceu. A Bíblia nada diz a respeito desta mulher. A Bíblia não diz qual foi a sua reação quanto a todos estes acontecimentos. Não sabemos se ela foi obediente ao Senhor do princípio até ao fim. Tudo o que vimos são apenas suposições. Mas quando a Bíblia nos diz: "E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos" (Gênesis 7:13), temos certeza que ela entrou na arca. E, quando a Bíblia, novamente, nos diz: "Então falou Deus a Noé dizendo: Sai da arca, tu com tua mulher, e teus filhos e as mulheres de teus filhos" (Gênesis 8:15-16), então temos certeza que ela e seu esposo, os seus filhos e suas esposas saíram da arca.

A Bíblia ainda nos diz que "... edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar. E o Senhor sentiu o suave cheiro ...".

Fonte: http://esposavirtuosasim.blogspot.com/