A um tempinho atrás eu me envolvi com alguns casos de violência contra a mulher que estavam ocorrendo em Aripuanã, inclusive essa semana vou para Aripuanã para prestar meu apoio às vitimas e fazer algumas cobranças para autoridades da região. Creio eu, que foi por isso que me encaminharam esse convite. Eu entrei em contato com o numero fornecido no convite e pedi informações sobre a Carta de Cuiabá, porque eu desconheço o teor dessa carta, fui informada de que ela só será lida no evento. Eu particularmente não vou vincular o meu nome em algum material que eu não tenho acesso ao conteúdo. Pesquisando fiquei sabendo que a Carta foi elaborada em um evento de políticas públicas para mulheres que ocorreu aqui no MT em Abril, então teoricamente esta carta deve trazer revindicações das mulheres do Mato Grosso em diversos tópicos. Eu baixei a programação desse encontro que gerou essa carta, e entre os topicos levantados estão direito a saude.. Beleza! Direito a trabalho.. beleza denovo! Direito a uma vida sem violencia.. Beleza tambem! E direitos sexuais e reprodutivos.. NÃO TA BELEZA!!!
Provavelmente esta Carta de Cuiabá, terá algum tópico defendendo o direito ao aborto, colocando isso como politica publica, como direito da mulher. Dei uma boa analisada nas pessoas que estavam palestrando neste evento e quase 90% eram feministas "renomadas", ou seja esta carta terá muitas revindicações das mulheres FEMINISTAS, não de todas as mulheres do MT.
Não sei ainda se eu vou comparecer no evento, eu quero mais informações sobre este documento, principalmente sobre a questão dos direitos sexuais e reprodutivos. Se estou sendo convidada para algo eu quero mais informações.. E se eu for nesse evento, eu exijo ter voz, assim como as mulheres feministas terão direito de fazer suas revindicações e apoiar as medidas, eu como sociedade civil também quero ter voz e denunciar este absurdo que é colocar o aborto como direito da mulher.
A data de 25 de Novembro é uma data do movimento feminista de uma pseudo "luta pelo combate a violência contra a mulher", então estamos diante de uma clara parceria entre as autoridades de MT e o movimento feminista, não parceria entre as autoridades e as mulheres do MT.
Luta contra a violência? Ótimo, sou super companheira para isso, mas fazer isso através de um movimento que luta pelo assassinato de crianças no ventre materno é incompatível, e além disso valer-se do slogan de luta contra a violência para passar medidas de apoio ao aborto e igualmente lastimável.
Parem de tapar o sol com a peneira!
Fiquem atentos!

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