Você para de correr para atender uma chamada, para de esperar ansiosamente um email.
A noticia simplesmente não vem, você sabe disso.
Você para de ouvir as nossas musicas. E quando você sem querer escuta aquela musica na rua, no mercado, numa estação, a letra dolorosa passa a fazer muito mais sentido.
As perguntas seguem rondando sua cabeça, mas você aceita de que nada adianta procurar, perguntar, forçar. Você tentou e talvez esse tenha sido o erro... tentar demais, esperar demais, acreditar demais.
A mágoa e a dor do não saber, não entender, segue povoando seu coração, mas com o tempo você aprende a acomoda-la e não deixa-la tão latente e sufocante.
As palavras de carinho seguem ecoando no coração e na mente, e em cada vez que isso acontece você pergunta: Mas o que aconteceu? Onde foi que errei? Mas as perguntas se tornam amenas, não menos doloridas, mas você se acostuma com a dor e segue vivendo.
Você passa a aprender a conviver com a pergunta, cada vez que vai próximo do local onde ele esta: Mas e se eu fosse até lá? Se eu fosse e perguntasse olhando nos olhos o porque? Mas essa pergunta assim como todas as outras se acomoda no coração.
E você aprende a controlar o nó na garganta. E aprende de que nada adianta cansar seu corpo e ocupar sua mente com mil trabalhos para esquecer, o processo é lento e doloroso e você não vai conseguir acelerar isso.
Não adianta deixar de olhar a lua, não adianta deixar de olhar a fotografia.
Será? Porque? Como? Juntam-se a tantas outras perguntas, e você tem que seguir em frente tendo elas por companhia.
Os planos ficam como sonhos, a expectativa vira frustração, as certezas tornam-se perguntas sem respostas.
E você segue vivendo.. Tentando esquecer, tentando não chorar, tentando desistir de tentar entender.
Se parar com alguns sentimentos é função da razão ou do coração eu não sei...
Será que pensa em mim? Será que um dia vai me dizer o que houve? Não sei. Você não para de se perguntar, de se preocupar.
Você não para de orar.
E que um dia fique somente o carinho, sem essa mágoa, e que o silencio de lugar a fala.
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