quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Não sei...

Com o tempo você para de olhar o telefone o tempo todo. Para de olhar toda hora e passa a olhar só 3 vezes por dia. Para de esperar uma mensagem, um telefonema.

Você para de correr para atender uma chamada, para de esperar ansiosamente um email.
A noticia simplesmente não vem, você sabe disso.
Você para de ouvir as nossas musicas. E quando você sem querer escuta aquela musica na rua, no mercado, numa estação, a letra dolorosa passa a fazer muito mais sentido.

As perguntas seguem rondando sua cabeça, mas você aceita de que nada adianta procurar, perguntar, forçar. Você tentou e talvez esse tenha sido o erro... tentar demais, esperar demais, acreditar demais.

A mágoa e a dor do não saber, não entender, segue povoando seu coração, mas com o tempo você aprende a acomoda-la e não deixa-la tão latente e sufocante.

As palavras de carinho seguem ecoando no coração e na mente, e em cada vez que isso acontece você pergunta: Mas o que aconteceu? Onde foi que errei? Mas as perguntas se tornam amenas, não menos doloridas, mas você se acostuma com a dor e segue vivendo.

Você passa a aprender a conviver com a pergunta, cada vez que vai próximo do local onde ele esta: Mas e se eu fosse até lá? Se eu fosse e perguntasse olhando nos olhos o porque? Mas essa pergunta assim como todas as outras se acomoda no coração.

E você aprende a controlar o nó na garganta. E aprende de que nada adianta cansar seu corpo e ocupar sua mente com mil trabalhos para esquecer, o processo é lento e doloroso e você não vai conseguir acelerar isso.

Não adianta deixar de olhar a lua, não adianta deixar de olhar a fotografia.

Será? Porque? Como? Juntam-se a tantas outras perguntas, e você tem que seguir em frente tendo elas por companhia.

Os planos ficam como sonhos, a expectativa vira frustração, as certezas tornam-se perguntas sem respostas.

E você segue vivendo.. Tentando esquecer, tentando não chorar, tentando desistir de tentar entender.

Se parar com alguns sentimentos é função da razão ou do coração eu não sei...

Será que pensa em mim? Será que um dia vai me dizer o que houve? Não sei. Você não para de se perguntar, de se preocupar.

Você não para de orar.

E que um dia fique somente o carinho, sem essa mágoa, e que o silencio de lugar a fala.

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