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segunda-feira, 2 de abril de 2012

As meninas e a formação


" As prostitutas da década de 50, se vestiam com mais decência 
do que muitas de nossas filhas hoje"







Essa frase não é minha, ainda não confirmei bem a referência dela. Ela é uma frase dura, ríspida, você pode questionar algo referente a contextos distintos, mas no fundo ela nos leva a pensar, trás uma verdade amarga e nos faz refletir.  Estamos indo de mal a pior no que se refere a educação básica das meninas adolescentes brasileiras. Estou falando aqui de todas as meninas, estou falando aqui da sua irmã, da sua filha, que você joga dentro da igreja no domingo de manhã, e o resto da semana não tem a menor idéia do que esta se passando nas suas relações, nos seus sentimentos, nas influências que ela vem recebendo. 

Eu sou muito observadora, e cada vez mais tenho visto meninas de 11/12 anos envolvidas em um aprendizado de como prostituir-se, de como vender seu corpo para conseguir benefícios! São as meninas que mostram seu corpo para conseguir a atenção do coleguinha, são as meninas que dançam de forma sensual, que aprendem que dependendo da forma como se comportarem conseguiriam a atenção dos garotos. São as meninas que se orgulham de mostrar que os homens são todos iguais, que mandam e desmandam nos meninos. Isso esta tão forte que muitas meninas jamais encostaram em um garoto, mas dizem publicamente que o fizeram, divulgando frases do tipo: não me valorizou perdeu, babaca a fila andou, etc.. Porque elas tem que assumir esse papel de "mulher", elas tem que seguir esse padrão, seu valor esta relacionado a isso. Padrão esse que muitas vezes os pais não percebem, não conseguem ver o que esta por trás do batom forte, do óculos da atriz da novela, da música com mensagens sensuais, do vestido extremamente justo e curto. Muitos ainda acham bonitinho, ela só quer fingir que é de tal forma... Não podemos ser coniventes com essa situação.

O meio em que as meninas adolescentes vivem pode ser muito cruel: a pressão das colegas, a ausência do referencial paterno e materno, as mudanças no corpo, os hormônios, na mente a necessidade de assumir um lugar. Muitas meninas são filhas extremamente responsáveis, comportadas dentro do ambiente familiar, mas na escola, nas ruas o comportamento muda completamente e dá lugar a uma "mulher", uma imagem de mulher totalmente nojenta e perdida. Não ache que isso é normal, que é só um comportamento infantil, fique atento(a). Você como responsável por uma menina adolescente deve orientar, deve ser firme e amoroso(a). E espero que você comece a fazer isso desde o nascimento, porque se você deixar para dar atenção, formação para essas meninas só quando elas já estiverem na adolescência, pode ser tudo mais complicado, muito mais complicado.

Não basta para dar uma formação digna, cristã para as meninas, jogá-las na igreja domingo de manhã, jogá-la nos 20 min de escola dominical. É importante sim o vivenciar e participar do culto/missa (já que descobri que tenho leitores católicos e fiquei bem feliz com isso), é imprescindível participar dos minutos de partilha e formação comunitária, mas a grande parte da formação dessas meninas vai se dar na "Igreja Doméstica", vai se dar na vivencia cotidiana em família, vai se dar na experiencia de relacionamento familiar alicerçado na Palavra de Deus, e isso é exercício diário, a todo momento, é no seio familiar alicerçado Nessa Palavra que se dá a formação das crianças.

É lógico que temos configurações diversas de famílias. Temos famílias sem a presença materna, famílias sem a presença paterna, famílias onde o papel de pai e mãe é vivenciado por uma avó, por uma tia, e essas famílias devem ser acolhidas pela igreja, para propiciar a melhor formação possível para as crianças e adolescentes, e a melhor formação é cristã. Você pode me dizer que uma pessoa não precisa ser cristã para cuidar bem das crianças sob sua responsabilidade, e eu concordo com você que independente da religião qualquer pessoa pode ser um bom cidadão, pode ser um bom amigo, pode ser um bom profissional e tentar dar o melhor para os seus filhos, mas se ela não for cristã, e não permitir uma formação cristã para seus filhos, ela não vai estar propiciando o melhor para sua família, não vai estar apresentando o maior tesouro. Ela pode ser a pessoa mais atenciosa do mundo, pode fazer as maiores obras de caridade, mas isso não salva ninguém, não salva ela e nem a sua família. Sem Cristo não há salvação, à condenação.

MÃE E PAI! E aqui eu me incluo, porque mesmo ainda não tendo filhos, como garota eu tenho um zelo maternal por uma série de pessoas. Fiquemos atentos a nossas meninas! Não ache normal sua filha, sua irmã  de 12/13 anos usar um vestido justo vermelho que mal cobre seu bumbum e um salto altíssimo. Não ache normal ela sair por ai tirando fotos de minissaia, com a mão no joelho, mostrando as suas "curvas", virada pra parede mostrando o bumbum, não ache normal as fotos com pernas a mostra numa cama fazendo biquinho, não ache normal as frases com cunho sexual, com comentários sobre experiencias sexuais. Mesmo que você tenha certeza absoluta que sua filha não esta fazendo nada "errado" longe dos seus olhos, que isso é só uma fantasia de adolescente, essas atitudes mostram que a visão de feminino dela esta completamente equivocada, que o ideal de "ser mulher" dela esta equivocado, e isso é muito perigoso.

A internet esta ai, e essas mesmas meninas estão expostas em perfils, pois bem, fique atento. E se você perceber essas atitudes, não adianta você surtar completamente de uma hora pra outra, mantenha a calma, ore, e converse com essa menina, oriente com firmeza, com pulso firme, mas com amor também.

Apesar de alguns contextos serem mais propícios que outros, é SEMPRE hora de recomeçar, é sempre hora de fazer diferente, é sempre hora para a mudança. NÃO desista das suas meninas, NÃO PODEMOS desistir das pessoas, não faça isso.

Eduque suas meninas! Proteja elas e as prepare para encarem a vida, prepare para que ela possa tomar boas decisões quando for a hora certa.

mila

sábado, 8 de outubro de 2011

Ideologia de gênero: A ideologia contra a biologia


De José Ramón Ayllón



Por um elementar respeito pela linguagem, sobre o qual se fundamenta a possibilidade de comunicação inteligente, a humanidade tem costumado chamar pão ao pão e vinho ao vinho, e matrimônio à união conjugal de um homem e uma mulher. Também é verdade que sempre existiram Quixotes que chamaram gigantes aos moinhos, castelos às estalagens e castas donzelas às moçoilas de aldeia.

Hoje, uma moderna escola quixotesca, conhecida como ideologia de gênero, empenha-se em chamar matrimônio a outras ligações, contradizendo a evidência mais irrefutável; dizem que essas combinações poderiam gerar filhos se fosse possível fecundá-las, mas que a biologia lhes nega essa possibilidade. A obsessão da ideologia do gênero é talvez o último cartucho da luta de classes marxista, disparado pelo lobby cor-de-rosa.

A citada escola quer fazer-nos acreditar que o matrimônio é pura convenção, regulada pelo Direito para dar um verniz de honorabilidade às relações sexuais estáveis entre adultos de diferentes sexos. Mas a verdade é que, em todos os tempos e em todos os lugares – desde os homens da caverna de Altamira até o século XXI -, se protegeu essa união por estar diretamente associada à origem da vida e à sobrevivência da espécie, por ser a instituição que nos traz mais riqueza humana, laços de solidariedade e qualidade de vida.

A introdução artificial – por reprodução assistida ou adoção – de uma criança na casa de duas pessoas do mesmo sexo não converte essas pessoas em casadas nem os três em família. Dois homens podem ser bons pais, mas nunca serão uma mãe, nem boa nem má; duas mulheres podem ser duas boas mães, mas nunca serão um pai, nem bom nem mau. “Não desejo a nenhuma criança o que não desejei para mim mesma”, diz a psicóloga Alejandra Vallejo-Nágera: “Gosto, sempre gostei, de ter um pai e uma mãe. Qualquer outra combinação de progenitores parece-me incompleta e imperfeita”.

Mais do que um tema jurídico ou religioso, mais do que uma questão de tolerância ou liberdade, mais do que um assunto progressista ou retrógrado, estamos diante de um problema basicamente biológico. Pode-se opinar o que se queira, mas o que opinemos é irrelevante quando é a biologia que tem a última palavra.

Apesar disso, a ideologia de gênero – tão amiga da quadratura do círculo – diz-nos que a sexualidade masculina e feminina é opcional, não determinada pela condição biológica do homem e da mulher. Por isso, ao atribuir à liberdade um poder que não tem, ao confrontá-la tão violentamente com a biologia, torna inevitáveis sérios conflitos legais, morais e psicológicos, dos quais não se livram as possíveis crianças adotadas.

A Associação Mundial de Psiquiatria sublinhou que uma criança “paternizada” por um casal de homens entrará necessariamente em conflito com as outras crianças, comportar-se-á psicologicamente como uma criança em luta constante com o seu ambiente e com os outros, incubará frustração e agressividade.

Que caminho percorreu o feminismo até chegar à ideologia de gênero? A pretensão do primeiro feminismo – nos tempos da Revolução Francesa – foi legítima e positiva: a equiparação de direitos entre homem e mulher. Mas aos direitos seguiram-se as funções, e o feminismo começou a exigir a eliminação da tradicional distribuição de papéis, considerada como um arbítrio. Assim se chegou a rejeitar a maternidade, o casamento e a família.

Encontramos na base desta nova pretensão as idéias de Simone de Beauvoir, publicadas em 1949 no seu revolucionário “O segundo sexo”. Beauvoir previne contra a “trapaça da maternidade”, anima a mulher a libertar-se dos “grilhões da sua natureza” e recomenda que se passe a educação dos filhos para a sociedade, que se fomentem as relações lésbicas e a prática do aborto.

Hoje, os promotores do feminismo radical de gênero lutam pelo triunfo de novos modelos de família, educação e relações, em que o masculino e o feminimo estejam abertos a todas as opções possíveis. Nos livros de texto de alguns países sobre a disciplina “Educação para a Cidadania”, não se fala em nenhum caso da verdade, nem do bem, nem da consciência; em pouquíssimas ocasiões se fala da família e dos pais. Em contrapartida, reinvidica-se em dezenas de lugares a liberdade de orientação afetivo-sexual.

EDUCADO PARA SER MULHER

A ideologia de gênero é o passo mais radical do feminismo radical, pois pretende eliminar as diferenças naturais e interpretar com base na cultura, não na biologia, a condição sexuada do homem e da mulher. Cada qual pode fazer do seu corpo o que quiser já que o corpo é meu, ou – dito com um toque de elegância – my body is my art.

Tempos atrás, a imprensa internacional noticiou o fracasso de uma vergonhosa experiência médica. O psiquiatra americano John Money (1921-2006) tinha pretendido demonstrar – já a partir da década de sessenta – a teoria de que a sexualidade depende mais da educação do que dos genes. As suas cobaias foram dois bebês gêmeos: Bruce e Brian Reimer. Em 1965, um infeliz acidente com Bruce proporcionou a Money a oportunidade de transformar o corpo do bebê – por cirurgia plástica e com o consentimento dos pais – num corpo com aparência feminina (N.E. uma circuncisão mal-feita deixou Bruce, então com 8 meses de idade, sem um pênis, e na cirurgia seus testículos foram removidos). Money disse aos pais que deviam criar o bebê como se fosse uma menina e manter o episódio em absoluto segredo. Assim, Bruce passou a chamar-se Brenda.

As condições da experiência eram perfeitas, pois tinha-se realizado sobre um recém-nascido que possuía o mesmo quadro genético do irmão gêmeo. O médico – que se fazia chamar missionário do sexo e era defensor infatigável dos matrimônios abertos e do sexo bissexual em grupo – confiava cegamente em que o gêmeo operado poderia ser educado como uma menina. No eterno debate sobre natureza e educação, ia demonstrar que a educação é tudo. Simone de Beauvoir e Sartre já tinham feito triunfar a ideia de que é o ser humano quem goza de liberdade, não a natureza.

Os Reimer seguiram ao pé da letra as instruções de Money, mas as coisas não correram conforme o previsto. Janet, a mãe, conta o que aconteceu quando tentou vestir Brenda com o seu primeiro vestido, pouco antes de fazer dois anos: “Tentou arrancá-lo, rasgá-lo. Lembro-me de que pensei: <>” “Brenda” também passou a ser rejeitado na escola, onde bem cedo manifestou estranhas “tendências lésbicas”, apesar dos hormônios que o faziam tomar.

Enquanto toda a família via aflita o fracasso da operação, Money proclamava aos quatro ventos que a sua experiência era um êxito rotundo. Num artigo publicado em Archives of Sexual Behaviour, escreveu: “O comportamento da menina é claramente o de uma menina ativa, bem diferente das formas masculinas do seu irmão gêmeo”. Ao mesmo tempo, a revista Time afirmava que “este caso constitui um apoio férreo à maior das batalhas pela libertação da mulher: o conceito de que as pautas convencionais sobre a conduta masculina e feminina podem ser alteradas”.
Nesse interim, os gêmeos eram obrigados a seguir uma terapia com Money, que o fazia ver imagens sexuais e despir-se, em sessões que degeneraram e os traumatizaram profundamente. Quando Brenda tinha quinze anos, destruída pelas intermináveis sessões psiquiátricas e pela medicação com estrogênio, tentou suicidar-se. Seu pai contou-lhe então a verdade e ela decidiu voltar a ser um rapaz e chamar-se David. A cirurgia plástica fez o que pôde.

Em 2002, o irmão gêmeo, que sofria de esquizofrenia, suicidou-se. David nunca pôde superar o seu trauma e matou-se em 2004. “Daria qualquer coisa para que um hipnotizador conseguisse apagar todas as recordações do meu passado. É uma tortura que não suporto. O que fizeram com o meu corpo não é tão grave como o que provocaram na minha mente”, tinha dito.

A FAMÍLIA E OS SIMPSONS

Em estreita relação com a ideologia de gênero e o feminismo radical, um dos mitos mais arraigados é o que apresenta as rupturas conjugais como uma conquista da liberdade, como uma solução rápida para os inevitáveis problemas do casal e como o ansiado caminho para essa felicidade que não acaba de chegar.

Quem desempenhou um papel primordial na aceitação ingênua e generalizada desse mito foi Hollywood. A maior indústria de entretenimento do planeta contribuiu francamente para isso, e é muito difícil encontrar famoso ou famosa que não se tenha divorciado e recasado – frequentemente várias vezes – nos seus filmes e na sua ventilada vida real.

Mas o vírus não contaminou toda a gente. Na modela vila de Springfield vive uma família desmitificadora e antissistema, e talvez por isso imune ao divórcio. Uma família composta por um bebê, uma menina repelente e encantadora, um rapazinho criador de casos, um pai vadio e beberrão e uma mãe coroada por um penteado azul e da altura de uma torre de Pisa.

Há quem diga que a família Simpson, além de extravagante, é corrosiva e pouco recomendável. Os psicólogos chamam-na disfuncional. Um desastre, diriam as nossas avós. Tudo isso é verdade, mas gostaria de ressaltar uma coisa a que ninguém aludiu: essa família luta solitariamente contra o maior império do cinema. Porque Hollywood teria passado o rolo compressor divorcista sobre o terceiro episódio do seriado, mas, longe de Hollywood, livre dos seus mitos, os Simpsons vêm demonstrando há mais de quatrocentos capítulos que a família é o maior investimento a longo prazo, a autêntica tábua de salvação num mundo mentiroso e à deriva.

Ninguém negará que Marte tem motivos para romper com o seu marido preguiçoso e alcoólico, um campeão do arroto e da flatulência. No entanto, essa dona de casa, tão correta e afável, tem outros motivos, muito diferentes e muito mais poderosos: o respeito pelo compromisso com Homer e os seus três filhos, o seu senso comum, o seu sentido religioso e o seu carinho sincero.

Um senso comum que nos recorda o Chesterton que, na meninice, ouviu dizer que nos Estados Unidos era possível obter o divórcio por incompatibilidade de gênios:

“Pensei que era uma piada. Agora descobri que é verdade, e parece-me mais que uma piada. Se os casados podem divorciar-se por incompatibilidade de gênios, não entendo por que não se divorciaram todos. Pela própria definição do sexo, qualquer homem e qualquer mulher têm modos de ser incompatíveis. E é precisamente por isso que se casam...

“Mais ainda, é daí que procede o aspecto mais divertido desse compromisso. Ninguém se enamora de uma pessoa compatível. Estou preparado para apostar que nunca houve um casal que demorasse mais de uma semana a descobrir a recíproca incompatibilidade de temperamentos, e que uma boa e sólida incompatibilidade é garantia de estabilidade e felicidade”.
Fonte: Livro “Mitologias modernas”, de José Ramón Ayllón, Quadrante, São Paulo, 2011


Recomendo fortemente esse livro.

mila