Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cultivar a feminilidade

Tenho doces lembranças da minha infância... Acho que a lembrança mais antiga que tenho é de brincar com um jogo de chá. Era uma mesinha de plástico rosa, com as cadeirinhas e na mesa tinham as xícaras, pratinhos, bule, etc. Lembro-me também de minha mãe participar da brincadeira, e me ajudar a preparar tudo para receber minhas amigas reais e imaginárias. Foi algo muito natural meu interesse por "brincar de casinha", não tenho nenhum sentimento de opressão ou obrigação de algo na minha infância. Meu irmão também participava as vezes, porém ele já preferia os carrinhos, jogos de montar e desmontar, bola, corrida, etc.  Meu pai e minha mãe estiveram presentes na minha criação, assim como na criação do meu irmão, tivemos a influência feminina e masculina e isso foi muito bom.  Eu também joguei bola, corri, subi em árvore e ralei os joelhos, e isso em nada afetou meu apreço por ser uma menina. Lembro-me em dias de chuva de fugir dos meus pais, e juntamente com meu irmão ir correr na chuva e me sujar de barro nos fundos da igreja. Obviamente depois vinha a repreensão e as vezes o castigo e as palmadas.

Minha infância foi extremamente humilde. E apesar de ter a presença paterna e materna dentro de casa, meu pai nem sempre estava presente. Como pastor ele se afastou muitas vezes, viajou tantas outras, e ficávamos aos cuidados de minha mãe. Meu pai não estava presente fisicamente, mas estava presente sempre no discurso de minha mãe, nosso apreço e respeito por ele, estava muito além da sua presença física na nossa frente. E nessa família humilde foram criados um menino e uma menina. Sem grandes recursos, sem grandes  discursos, uma criação singela, pura, básica, com uma educação clara e sólida. Café da manhã muito cedo, devoção diária, agradecimento antes das refeições, estudo em família, conversa e respeito, oração antes de deitar, beijo na testa, abraço caloroso, mão firme... Não  precisávamos de dinheiro para nada disso.

Minha mãe nos ensinou a sermos dóceis, amáveis, responsáveis, sua influência feminina foi essencial na nossa criação. Sua doçura fez do meu irmão um homem forte, pai de família e capaz de atos extremamente delicados pela sua esposa e filha. Meu pai educou meu irmão para proteger sua família e trabalhar por ela, eu para auxiliar minha família e me dedicar a ela. E assim as coisas foram muito bem.  Essa criação nos livrou de cometer erros, de nos decepcionarmos? De forma alguma, cometemos muitos. Mas essa criação nos fez fortes.

Não fui criada para um romantismo desenfreado, nem para uma fragilidade extrema, mas fui criada para respeitar minhas características, meu corpo e não em envergonhar da minha condição feminina.Meu irmão não foi criado para ser truculento, grosso, mas para ser forte, homem tal qual José, esposo de Maria.

Não se envergonhe da sua condição feminina. Você não é superior ou inferior a um homem, você é diferente, é única. Essencial dentro da sua condição de mulher, de menina, assim como o homem é essencial dentro de sua condição masculina. Feminilidade não é superioridade ou inferioridade, feminilidade é condição natural da mulher, é a virtude que extravasa e salta aos olhos. Na luta contra a feminilidade, a mulher se entristece e se perde. Esvazia-se de sua essência.



domingo, 25 de novembro de 2012

Violência contra a Mulher e Feminismo

Hoje, 25 de Novembro é uma data (não sei e não pesquisei quem criou), onde movimentos feministas celebram o Dia pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Vi algumas manifestações sobre isso em diversos jornais que cobriram o "grande" evento que ocorreu em diversas cidades.

Quero deixar claro que violência contra mulher é algo repulsivo. A mulher deve sim ser aparada pelo Estado, pela Justiça, pela Segurança para viver uma vida sem violência. Acredito sim que muitas mulheres são vítimas de preconceitos, violência física e psicológicas e estas devem ser amparadas, assim como todas as mulheres. Existem homens que agridem mulheres? Sim, existem. Assim como existem mulheres que agridem mulheres, maridos, mães, vizinhos e vizinhas, a violência acaba sendo nata nas relações sociais. Não nego isso, não nego que podemos sim ser vitimas de machismos e agreções, mas não consigo ver o feminismo como um parceiro na luta pela vida das mulheres, das moças, das meninas, vejo o feminismo como agressor, um cruel agressor.

A problematica da violência contra a mulher me parece extremamente complexa e o movimento feminista não enxerga isso. Não é com legalização do aborto, que vamos resolver o problema das mortes por aborto, não é com Marcha das Vadias que vamos resolver a questão do respeito à mulher, não é evitando que as mulheres tenham filhos, que vamos resolver a questão econômica da vida da mulher, não é muito menos com uma doentia conpetição com os homens no mercado de trabalho, desnaturalizando a essencia feminina e a igualando com os homens que a mulher vai ser satisfeita profissionalmente, não é colocando a maternidade como um fardo, e tirando da mulher esta caracteristica básica que esta será menos oprimida.  


Para o fim da violência contra a mulher, fala-se muito na legalização do aborto. A gravidez "indesejada" não é o grande problema da mulher, A gravidez indesejada é a ponta do iceberg de uma série de coisas que deram errado na vida desta mulher. E será que no momento em que aquela mulher diz "esta gravidez não quero" e o movimento feminista corre para providenciar um aborto, será que ela é realmente indesejada? É realmente de um aborto que ela precisa? Um aborto resolveria o seu problema? E neste post não vou citar a vida do seu filho que será perdida. Pensando somente na mulher, como o feminismo preconiza: O aborto é uma solução? 

Temos diversas pesquisas cientificas, você encontra amplamente em agencias confiáveis que pesquisam sobre a saúde da mulher, que comprovam que o aborto trás uma série de problemas físicos e psiquicos. Não temos que eliminar o aborto clandestino, temos que eliminar o aborto seja ele "legal ou não", é morte, é intervenção, é dor. Sabendo de todos os malefícios do aborto, o feminismo segue levantando esta bandeira, independente da vontade das mulheres que dizem não. Alias, o feminismo incentiva e aprova o aborto estejamos falando de mulheres ou meninas. Quando ocorre o crime abominável do estupro de uma criança e esta engravida aos 11/12 anos, em meio a todo trauma as ongs feministas são as primeiras a cercarem a familia em um momento de extrema dor e incentivar o procedimento extremamente ivasivo, ao invés de monitorar esta menina e ver como seu proprio corpo reage ao processo, e sim logicamente e com calma preservando sua vida, sua integridade psicologica e mental, para que esta possa amparada crescer da forma mais saudável possivel, dentro de situação tão triste. 

Porem cuidar desta jovem, ampara-la, cuidar 24 horas da sua saúde, dar-lhe o melhor atendimento médico e psicológico à curto e longo prazo,  dara muito trabalho, e o feminismo não é o movimento das ações à longo prazo, mas das saídas egoistas e impulsivas. 

Combater a violência contra a mulher passa pela caracterização da mulher e não pela descaracterização. Ela passa por um processo educativo de valorização da feminilidade e da masculinidade, por uma cultura de respeito ao corpo e as caracteristicas básicas de homens e mulheres. Se educarmos meninos e meninas para que cresçam conhecedores de seu papel, de suas virtudes, com certeza no futuro teremos menos violência conjugal, teremos menos abortos pois teremos um numero menor de gestações "indesejadas". Não é dando o aborto, dando a bolsa, que resolveremos alguma coisa, precisamos de intervenção à longo prazo. E por mais absurdo que pareça para alguns olhos, a melhor intervenção a longo prazo, o melhor plano para combater a violência, as discriminações, é o Evangelho Puro. Com homens e mulheres, cristãos de fato, coerentes, fortes, cientes de seu papel no mundo e na sociedade é que teremos uma vida melhor para homens e mulheres, meninos e meninas. É com homens conscientes, protetores, fortes que se constrõe a sociedade, é com mulheres fiéis, mães, femininas, que se constrõe as proximas gerações. 

Se temos violadores dos direitos das mulheres, e eu sei que estes existem, eu diria que os maiores entre eles são aqueles que organizadamente lutam pela criação de uma nova mulher, feita aos seus moldes, vazia de toda sua caracteristica, anseio e beleza natural. Aquele que mata a feminilidade e a masculinidade, viola, humilha e vulgariza a mulher.






sábado, 3 de novembro de 2012

Elegante, bela e modesta em temperaturas infernais

Estou morando em Cuiabá, ou seja, de temperaturas altas eu comecei a entender. Seguem algumas dicas e sugestões de modelos para os dias de calorão que tanto vivencia-se por estas bandas.

1) Use tecidos leves, dê preferencias para tecidos que não "sufoquem" a sua pele.
2) Lembre-se que uma microsaia de lycra justíssima, além de imodesta e feia, é muito mais quente que uma saia até os joelhos, de um tecido leve.
3) Filtro solar! Não esqueça. Proteja sua pele.
4) Beba muita água! Hidrate-se.


Algumas sugestões de modelos.














segunda-feira, 2 de abril de 2012

As meninas e a formação


" As prostitutas da década de 50, se vestiam com mais decência 
do que muitas de nossas filhas hoje"







Essa frase não é minha, ainda não confirmei bem a referência dela. Ela é uma frase dura, ríspida, você pode questionar algo referente a contextos distintos, mas no fundo ela nos leva a pensar, trás uma verdade amarga e nos faz refletir.  Estamos indo de mal a pior no que se refere a educação básica das meninas adolescentes brasileiras. Estou falando aqui de todas as meninas, estou falando aqui da sua irmã, da sua filha, que você joga dentro da igreja no domingo de manhã, e o resto da semana não tem a menor idéia do que esta se passando nas suas relações, nos seus sentimentos, nas influências que ela vem recebendo. 

Eu sou muito observadora, e cada vez mais tenho visto meninas de 11/12 anos envolvidas em um aprendizado de como prostituir-se, de como vender seu corpo para conseguir benefícios! São as meninas que mostram seu corpo para conseguir a atenção do coleguinha, são as meninas que dançam de forma sensual, que aprendem que dependendo da forma como se comportarem conseguiriam a atenção dos garotos. São as meninas que se orgulham de mostrar que os homens são todos iguais, que mandam e desmandam nos meninos. Isso esta tão forte que muitas meninas jamais encostaram em um garoto, mas dizem publicamente que o fizeram, divulgando frases do tipo: não me valorizou perdeu, babaca a fila andou, etc.. Porque elas tem que assumir esse papel de "mulher", elas tem que seguir esse padrão, seu valor esta relacionado a isso. Padrão esse que muitas vezes os pais não percebem, não conseguem ver o que esta por trás do batom forte, do óculos da atriz da novela, da música com mensagens sensuais, do vestido extremamente justo e curto. Muitos ainda acham bonitinho, ela só quer fingir que é de tal forma... Não podemos ser coniventes com essa situação.

O meio em que as meninas adolescentes vivem pode ser muito cruel: a pressão das colegas, a ausência do referencial paterno e materno, as mudanças no corpo, os hormônios, na mente a necessidade de assumir um lugar. Muitas meninas são filhas extremamente responsáveis, comportadas dentro do ambiente familiar, mas na escola, nas ruas o comportamento muda completamente e dá lugar a uma "mulher", uma imagem de mulher totalmente nojenta e perdida. Não ache que isso é normal, que é só um comportamento infantil, fique atento(a). Você como responsável por uma menina adolescente deve orientar, deve ser firme e amoroso(a). E espero que você comece a fazer isso desde o nascimento, porque se você deixar para dar atenção, formação para essas meninas só quando elas já estiverem na adolescência, pode ser tudo mais complicado, muito mais complicado.

Não basta para dar uma formação digna, cristã para as meninas, jogá-las na igreja domingo de manhã, jogá-la nos 20 min de escola dominical. É importante sim o vivenciar e participar do culto/missa (já que descobri que tenho leitores católicos e fiquei bem feliz com isso), é imprescindível participar dos minutos de partilha e formação comunitária, mas a grande parte da formação dessas meninas vai se dar na "Igreja Doméstica", vai se dar na vivencia cotidiana em família, vai se dar na experiencia de relacionamento familiar alicerçado na Palavra de Deus, e isso é exercício diário, a todo momento, é no seio familiar alicerçado Nessa Palavra que se dá a formação das crianças.

É lógico que temos configurações diversas de famílias. Temos famílias sem a presença materna, famílias sem a presença paterna, famílias onde o papel de pai e mãe é vivenciado por uma avó, por uma tia, e essas famílias devem ser acolhidas pela igreja, para propiciar a melhor formação possível para as crianças e adolescentes, e a melhor formação é cristã. Você pode me dizer que uma pessoa não precisa ser cristã para cuidar bem das crianças sob sua responsabilidade, e eu concordo com você que independente da religião qualquer pessoa pode ser um bom cidadão, pode ser um bom amigo, pode ser um bom profissional e tentar dar o melhor para os seus filhos, mas se ela não for cristã, e não permitir uma formação cristã para seus filhos, ela não vai estar propiciando o melhor para sua família, não vai estar apresentando o maior tesouro. Ela pode ser a pessoa mais atenciosa do mundo, pode fazer as maiores obras de caridade, mas isso não salva ninguém, não salva ela e nem a sua família. Sem Cristo não há salvação, à condenação.

MÃE E PAI! E aqui eu me incluo, porque mesmo ainda não tendo filhos, como garota eu tenho um zelo maternal por uma série de pessoas. Fiquemos atentos a nossas meninas! Não ache normal sua filha, sua irmã  de 12/13 anos usar um vestido justo vermelho que mal cobre seu bumbum e um salto altíssimo. Não ache normal ela sair por ai tirando fotos de minissaia, com a mão no joelho, mostrando as suas "curvas", virada pra parede mostrando o bumbum, não ache normal as fotos com pernas a mostra numa cama fazendo biquinho, não ache normal as frases com cunho sexual, com comentários sobre experiencias sexuais. Mesmo que você tenha certeza absoluta que sua filha não esta fazendo nada "errado" longe dos seus olhos, que isso é só uma fantasia de adolescente, essas atitudes mostram que a visão de feminino dela esta completamente equivocada, que o ideal de "ser mulher" dela esta equivocado, e isso é muito perigoso.

A internet esta ai, e essas mesmas meninas estão expostas em perfils, pois bem, fique atento. E se você perceber essas atitudes, não adianta você surtar completamente de uma hora pra outra, mantenha a calma, ore, e converse com essa menina, oriente com firmeza, com pulso firme, mas com amor também.

Apesar de alguns contextos serem mais propícios que outros, é SEMPRE hora de recomeçar, é sempre hora de fazer diferente, é sempre hora para a mudança. NÃO desista das suas meninas, NÃO PODEMOS desistir das pessoas, não faça isso.

Eduque suas meninas! Proteja elas e as prepare para encarem a vida, prepare para que ela possa tomar boas decisões quando for a hora certa.

mila

terça-feira, 8 de março de 2011

E foi-se o Carnaval..

Acidente no primeiro dia da "folia" esse ano


Acabou, já era, já vai tarde!

Ops.. Ainda tem o desfile das campeãs na T.V e povo doido pra assistir..

Eu não participei do "Carnaval", na verdade eu pretendia ficar em casa no feriadão, mas dia 6 começou o vuco-vuco, baterias, folias e eu piquei minha mula, me mandei pra passear, conhecer outros municípios, ocupar o feriado de forma sadia e construtiva.

E como me diverti!!!! Conheci umas cidadezinhas lindas, uma natureza esplêndida, participei de um evento cristão, não gospel, onde algumas pessoas se reuniram para orar, conversar, brincar, de forma civilizada!!! Depois fui conhecer alguns lugares, experimentar comidinhas saborosas, bater papo..

Me diverti muito! E PASMEM: me diverti sem encher a cara, sem entregar meu corpo como objeto descartavel nas mãos de alguem, sem me denegrir, não precisei me embebedar, rebolar, falar obscenidades. Eu me diverti muito! Me diverti como as pessoas devem se divertir, de forma sadia, como pessoas que sabem raciocinar, que sabem se preservar e preservar o outro, senhora da minha vida, dos meus impulsos, desejos. Não somos animais irracionais, guiados por puro instinto.

Passou o carnaval, daqui vejamos umas 8 semanas começarão os abortos, fruto de toda a degradação humana desses dias. Provavelmente amanhã teremos muitos jovens passando mal nos hospitais, fruto das noites de orgia e bebedeira. E pelos próximos dias e quem sabe pelo resto da vida teremos pessoas amarguradas, se sentindo usadas, colhendo os frutos de mais um carnaval.

O cara que você ficou no bloco, provavelmente não vai te ligar no dia seguinte. E você vai ter que conviver com isso e com suas escolhas nesses dias de folia.

A T.V brasileira deve voltar ao normal, acabou os desfiles e blocos de rua... Mas a degradação do ser humano continuará presente nela, os programas com mulheres seminuas, os BBBs da vida, os programas de fofoca e depravação voltarão para seus horários habituais..

E prepare o bolso, porque quem paga a conta da folia somos nós.

Tudo continua "lindo" no país do Carnaval.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Guerra dos sexos e nossa desvalorização


"Não se nasce mulher, torna-se", essa frase de Simone de Beauvoir é de certa forma um slogan do movimento feminista. No caso do movimento, ela trás a ideia de que não existe o ser homem, o ser mulher, é tudo uma construção, de certa forma seriamos iguais, e a sociedade de forma pejorativa ia nos atribuindo papeis sociais, nos escravizando, e o movimento feminista, com sua campanha pró equiparidade entre os sexos, traria a libertação. E aqui nós temos a instauração de uma guerra entre homens e mulheres, de um lado homens opressores, de outro mulheres oprimidas, e resumimos todos os problemas da sociedade a uma guerra entre classe oprimida e classe opressora (oi, Marx.. rsrs).

Homens e mulheres são diferentes e ponto. Nós vivemos sim em uma sociedade onde estamos perdidos, confusos, onde as pessoas não sabem quem são, para onde vão, lógico não se tem um referencial, homens e mulheres ficam perdidos de um lado para outro. E eu fico surpresa (pois é, eu ainda me surpreendo) em ver cristãos defendendo que homens e mulheres são exatamente iguais, pois oras, a Palavra de Deus é clara, somos diferentes, temos um papel diferente, mas convencionou-se que o papel da mulher é inferior ao homem e ai devemos sair no tapa.

E nessa briga idiota nós garotas saímos perdendo de forma terrível, perdemos para nós mesmas, porque nós abrimos mão de toda a nossa identidade, do nosso papel como mulheres, como educadoras, acolhedoras, auxiliadoras, mães, para buscar algo que não é nosso, é deles. Vocês estão percebendo a bobagem que a gente faz? Deixamos nossa beleza, nossas caracteristicas, nosso chamado, nosso papel de lado, pra correr atrás de algo que nem sabemos ao certo o que é.


Porque ser mulher é um fardo? Quem colocou isso na sua cabeça? Como assim você não sabe quem você é? Agora esta na moda aquela frase: Não sei quem eu sou, quem se define , se limita. Se você não tem ideia de quem você é, leia a Bíblia, estude a Palavra de Deus, mas não leia a Bíblia como se ela fosse um punhado de biscoitos da sorte de restaurante chinês, LEIA, estude, reflita, tenha uma pessoa para orientação, tenha um diretor espiritual, essas coisas. La você vai ver o que nós mulheres somos, como fomos chamadas e quão grande é nossa importância.

Somos filhas de Deus, somos educadoras, acolhedoras, somos mães, mesmo que não sejamos mães. Homens e mulheres se completam, não são inimigos, isso não é o Plano de Deus.

Ai você vai me dizer que tudo o que envolve a mulher é um fardo doloroso e nos oprime, bom existem 3 grandes falácias contemporâneas sobre isso:

1) Mulheres tem sua sexualidade reprimida, não podem manter relações sexuais com quem quiser.

Olhe, pelo que eu observo cada vez mais a "libertação sexual" esta na moda, sendo divulgada em todos os espaços e sim, sendo praticada. E como eu tenho percebido, existem cada vez mais mulheres tendo que lidar com sentimentos de rejeição, culpa, entrando em depressão, pois esta libertação que de liberdade não tem nada, reduz a mulher a um objeto descartável, e isso fere a dignidade humana. E já temos meninas de 13 anos lidando com essa situação e desenvolvendo os mais diversos traumas, pois me desculpe quem não concordar, mas com 13 anos uma menina deveria estar brincando, jogando bola e ralando o joelho e não namorando e muito menos mantendo relações sexuais. Isso é um absurdo!

O exercer a sua sexualidade, o ter vida sexual, esta protegido pelo casamento, pela benção de Deus, união vitalícia, duradoura. Isso preserva a intimidade do homem e da mulher, protege, você não é um objeto com prazo de validade que esta servindo ao prazer de outro, mas sim uma união, comunhão entre marido e mulher, uma só carne, se amarem por toda a vida.

2) Quanto mais "gata" mais livre a mulher.

Eu Camila, particularmente ODEIO estas palavras "gata, gatinha, gostosa" Acho terrível, algo grotesco, nojento, inadmissível. Nós temos uma ideia de quanto mais no padrão de beleza a mulher estiver, não só de beleza, mas de comportamento, de vestir, quanto mais ela estiver nessas categorias, mais livre ela é. Por exemplo, uma mulher de corpo escultural, que utilize roupas que valorizem as suas curvas, adotando um visual sexy, poderosa, dona do mundo, que viva sempre maquiada, cabelos milimetricamente arrumadinhos, um salto enorme, que vá em altas baladas (pobre termo musical que hj é usado para festas sem noção), beba todas, fique com diversos garotos, vá pra academia, da academia pro salão, do salão pra clínica pra reduzir gordura, essa mulher é livre, completamente "descacetada", como dizia a Vany dos Normais. É mesmo? Viver neurótica, gastando grana com tratamentos estéticos disso e daquilo, passar o dia pensando na roupa, no corpo, querendo alcançar tal padrão de beleza e depois outro e outro, isso é uma mulher livre?

É natural ser um pouco vaidosa, nem 8, nem 80, é normal querer ficar cheirosa, deixar o cabelo macio, gostar de tal batom, usar tal creme, etc, coisas de garotas, isso é normal, eu não posso é transformar isso em uma neurose, uma escravidão, colocar o meu coração nisso a ponto de meu tesouro ser meu corpo saradão, ou pior serem minhas cirurgias plásticas, meus cremes, meus sapatos. Isso escraviza. Você não precisa disso pra "ser mulher", que bobagem.

Além do que se você ficar nesse padrão de "mulher super livre e moderna", você perde tanta coisa legal. Brincar com seus amigos, se sujar, jogar bola, ir num rally, inventar uma receita altamente maluca... Feminilidade não esta em tal roupa, tal procedimento estético, tal padrão. Feminilidade é do interior pro exterior, quando sabemos que somos filhas de Deus, que somos auxiliadoras, acolhedoras, e isso naturalmente emana de nós. E não é nenhum padrão rosa com plumas, garota alienada, e muito menos as modas "sexys" ok? (outro post a gente fala disso) Garotas estão ficando doentes, deprimidas, escravas de um padrão doentio de beleza, não caia nessa.

3) Maternidade é um fardo.

Eu vi uma reportagem um bom tempo atrás que dizia que filhos afundam a mulher. E sabe que talvez afundem mesmo, ok, não gosto do termo afundar, mas realmente filhos podem complicar muito a vida da garota. Imagine, você com 15 anos namora um rapaz e engravida, o rapaz some, e você tem que se virar sozinha com o bebê? Isso complica as coisas. Mulheres terem filhos sozinhas, é algo muito complicado mesmo. Apesar de que temos grandes mulheres solteiras, viúvas que criaram seus filhos com excelência (mas esse não é o assunto, Camila, foco, fala menos, aprende a fala menos pelamor). O Plano de Deus, não é que as mulheres tenham filhos sozinhas, lembram da ordem das coisas? Primeiro casamento, depois filhos... O casal tem filhos, não somente a mulher, ela tem um companheiro do lado, lhe apoiando, o filho é dos dois. Dizem que a maternidade é um fardo, afunda a mulher, dai a mulher não tem filhos, e lá pelos 40 anos começa o desespero e as clínicas de reprodução assistida lotam, hummmm... acho que tem gente lucrando também com essa ideia do viva sua vida, filho te atrasa, deixa pra bem depois.

Filho é problema? Lógico que TAMBÉM é. Todos nós temos problemas, na vida passamos por sacrifícios, provações, abnegações. Mas ai é a questão, eu vou resumir a minha vida naquilo que é minha vontade, meu prazer, tudo eu, eu, eu? Será um FARDO tão terrível gerar uma vida? Ter um filho, educa-lo, me dedicar para isso?

Ressalva para pessoas que gostam de complicar tudo: Não, não estou falando que as pessoas devem sair reproduzindo feito coelhos, eu sei que existem questões econômicas, planejamento familiar, blablabla. Eu acredito no exercer da maternidade e paternidade responsável, e principalmente eu acredito na maternidade, e não podemos reduzir algo nosso, nós mulheres podemos gerar uma vida no nosso corpo, dar a luz, amamentar um bebê no nosso seio, não podemos resumir algo tão maravilhoso, a um problema, um fardo, isso e aquilo. Não podemos abrir mão disso. Ser mãe.

E nisso tudo temos os homens, não nossos inimigos, mas nossos companheiros, que devem estar ao nosso lado. Como disse homens e mulheres se completam, a união é perfeita. Não podemos ficar nos nossos relacionamentos, nas nossas famílias brigando nessa guerrinha dos sexos. Somos simplesmente diferentes, cada qual com sua beleza, você não pode se sentir inferior, seu chamado é especial, homens e mulheres são dotados de capacidades.

Eu sei trocar lâmpada, troquei pneu do carro (quase morri), sei usar martelo, serrote (pequeno), já parti lenha (tentei), carrego peso, posso fazer todas essas coisas, sem problemas. Quando estou morando com meus pais, meu pai gosta de fazer essas coisas e faz mais rápido e melhor que eu, já eu sou super rápida arrumando a casa, consigo cozinhar, lavar, passar, lavar o chão, arrumar tudo rápido e deixo tudo bem organizado, o pai faz isso também, mas o que eu faço direitinho em 1 hora e nem canso muito, ligo um som e faço a faxina geral bem tranquila, ele leva 5 horas e quase morre. hehe Somos diferentes, podemos nos ajudar, cooperar, essas coisas não precisam ser colocadas em categorias exatas, somos humanos e em nossas relações familiares, quando a base é o Verdadeiro Amor (que só vêm de Deus) , as coisas tendem a naturalmente fluírem, homens e mulheres se ajudando, em parceria. Podemos dividir as tarefas, podemos trabalhar juntos, conversar, nos auxiliarmos, parceiros.

Somos diferentes sim, mas somos parceiros, amigos, filhos de Deus, cada qual com suas caracteristicas, e isso é uma beleza incrível. Quantas vezes aqui na nossa vida familiar, quando morávamos todos juntos, eu fiquei encarregada de pagar as contas, administrar, levar o carro pra oficina, enquanto meu irmão cuidava do jardim, fazia o almoço (ele come e cozinha mto bem), qual o problema? Somos parceiros, nos amamos, nos ajudamos sem problemas. Sabemos bem quem somos, o que somos. Somos família.

Ser mulher é muito bom, Deus nos fez assim, não deixa essas ideias de fardo, guerra dos sexos, criarem ninhos na sua cabeça. Você é especial.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

20 Dicas DIRETAS para moças


1- Vista-se de forma apropriada a sua dignidade. Como diz a pregadora Crystalina Evert: "Não ande por ai mandando mensagens de que seu corpo é a melhor parte de você - implicando que seu coração, seus pensamentos e sua alma não sejam importantes. Ao invés disso, desperte com a sua modéstia, o desejo de conhecerem-na melhor."

2- Recuse dormir com um homem antes de ter o anel de casamento em seu dedo. Não coloque a carroça na frente dos bois. Calma, que na hora certa as coisas acontecem. Dai (paranaense falando) voce vai me dizer que ta apaixonada pelo seu namorado, que o sexo faz o casamento e vem aquela misturança da Palavra de Deus para moldar ela às nossas vontades. Casamento realmente nao precisa de anel no dedo, mas a união deve ser declarada, publica, oficial, reconhecida, só voces dois saberem que estão "casados" não rola né? Ta faltanto as outras partes da coisa. "Deixai pai e mãe..." É tão complicado falar disso, parece que temos que ficar nos justificando por falar o que é certo, pq é "ultrapassado, careta, blablabla" mas enfim... Não entenda aqui que estou dizendo que você deve se recusar a fazer sexo PARA QUE ele case com você, POR FAVOR, não entenda isso. Estamos falando aqui da sexualidade como ela é nos planos de Deus, não de um jogo de interesses, de manipulação, isso é errado, isso é pecado. Falamos de projeto de vida, comprometimento, respeito, amor, doação, entrega. Esta com duvidas? LEIA A BÍBLIA. Tb não estou aqui advogando que se você já fez sexo, você vale menos do que a garota que não fez. Não, não, não! Nada disso, não pense essa bobagem. O raciocínio não é esse, a questão analisada aqui é outra. A Palavra de Deus NÃO tem que se moldar às nossas paixões.

3- Não use camisas deploráveis com mensagens do tipo: "Quem precisa de um cérebro quando se tem isso!?". Você realmente acha que frases desse tipo te valorizam? Vai usar uma droga dessa porque esta na moda? PARE de comprar em lugares que vendam coisas como esta. Não incentive esse mercado. Não vista calças ou shorts que tenham algo escrito em sua parte inferior, ao menos que seja o lugar para o qual deseje chamar a atenção de todo par de olhos que olhem para você. Isso é coisa de parachoque de caminhão!

4- Calça cintura baixa mostra seu bumbum quando você senta querida, sua calcinha fica a mostra. Essas calças normalmente são extremamente apertadas e inclusive prejudicam sua saúde ginecológica.

5- Ore para ser mais parecida com Maria, Ruth, as mulheres da Biblia são grandes exemplos para nós mulheres. Se vc é crente fanático, não estou falando de idolatria, guarde sua mariafobia, estou falando que ela foi SIM um IMENSO exemplo para nós mulheres. EXEMPLO.

6- Reprima qualquer homem que a olhe ou a toque de forma inadequada. Em vez de rir quando te chamam de gatinha, gostosinha, firmemente(mas de maneira respeitosa e de preferência em particular) deixe ele saber que isso é completamente inaceitável. Você estará fazendo a ele e a ti um grande favor. Repreenda este comportamento nos meninos.

7- Não deixe-se enganar pela falsidade da mídia em dizer que a perfeição física é possível e necessária e que voce vai morrer triste, deprimida e sozinha se não tiver 90 de quadril, 95 de busto, 60 de cintura. BOBAGEM! Na verdade os indices de mulheres neuróticas, deprimidas, insatisfeitas que vivem fazendo cirurgias plasticas estão cada vez maiores.

8- Não freqüente lugares onde mulheres(ou homens) são colocados em exposição para atrair clientes.

9- DEIXE o rapaz ser um cavalheiro. Enquanto ele segura a porta ou puxa sua cadeira com um espiríto puro, ele não estará dizendo que você não é capaz de fazer isso. Ele quer dizer que você é tão especial que a quer honrar com suas ações.

10- Evite roupas(mesmo de baile, vestidos ou maios) que parecem ser feitas com o propósito de permitir a um homem que não seja seu marido desejar seu corpo. Deus o fez extra-especial e não deve ser visto por todo mundo. Existem sim maios, vestidos muito bonitos que não precisam colocar um vende-se estampado no nosso corpo.

11- Ore pelas meninas, ore por suas amigas, colegas, até por pessoas que voce nao conhece, como todas as meninas seminuas que se expôem na televisão, etc. Ore para que elas reconheçam seu verdadeiro valor. Sim, TODAS somos preciosas e temos valor.

12- Trate qualquer pessoa que conhecer com respeito. Não deixe que a sua gentileza e atenção dependa da popularidade ou beleza da outra pessoa(homem ou mulher). Se for assim, você poderá perder relacionamentos lindos e surpreendentes.

13- Seja AUTÊNTICA. Existirá apenas uma igual a você por toda a eternidade , e existe um vazio que somente você pode preencher. Seja você mesma sem medo. Sua autenticidade será uma qualidade notável e fará que os outros a respeitem.

14- Trate seu corpo como templo do Espírito Santo. Jesus te comprou com o preço do seu sangue derramado no Cruz. Não desperdice esse presente supremo degradando seu corpo nas drogas, excesso de álcool, ou vivendo o sexo fora do casamento. Tome cuidado para não expor-se em situações que fará algo que se arrependerá depois. Álcool torna-a vulnerável, e existem muitas garotas que foram abusadas sexualmente ao beberem demais, ou porque tiveram uma substância posta em seu copo. Por favor, não pense que isso não possa acontecer com você. FIQUE ATENTA AMADA! E no caso de abusos sexuais, violência DENUNCIE! Independente das circunstâncias. Nenhum homem tem o direito de abusar de voce. Existem projetos, organizações que podem te acolher e te ajudar. Não carregue esse fardo sozinha anjo.

15- Não acredite nas mentiras. Satanás e o mundo irão sussurrar muitas delas em seus ouvidos.(Você deve perder mais 5 quilos para que ele possa te convidar para sair. Seus pais não entendem NADA. Você não é boa o suficiente para ser amada. Ninguem vai descobrir.) Soa familiar?

16- Seja a mulher que Deus a fez pra ser. Trabalhe suas virtudes como gentileza, paciência, e coragem. Como diz Provérbios 31: "O charme é enganador, e a beleza é passageira, mas a mulher que teme a Deus merece louvor."

17- Mostre ao mundo que modéstia não é desarranjo. Que você pode se vestir lindamente sem ser vulgar. Isso talvez dê um pouco a mais de trabalho, mas não deixe ninguém a dizer que isso não é possível.

18- Seja grata por ser mulher! As mulheres possuem dons incríveis, e você certamente possui qualidades e talentos únicos. Glorifique a Deus desenvolvendo e usando os dons que recebeu.

19- Seja um exemplo para todas as jovens moças que conhece - irmãs, primas, e vizinhas. Elas desejam algo melhor que o mundo oferece, e precisam de você. Dê exemplo!

20- Mais importante do que tudo, faça de Jesus seu Melhor Amigo. Ele é o único que é fiel sempre, e Ele irá encorajar você com seu esforço a se levantar e exigir respeito. Ele irá te dar a força para se tornar quem ele a criou pra ser, e Ele irá te levantar toda vez que você cair.



(esse texto foi adaptado por mim, mas o original eu não sei quem é a autora. Se alguém souber, gostaria de divulgar a referencia original)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quando a ideologia de gênero se opõe à mulher

Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez

Por Gilberto Hernández García

SANTIAGO DO CHILE, domingo, 7 de junho de 2009 O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.

A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.

O gênero é uma “construção” social?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.

Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.

Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.

–Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?

–Ana María Yévenes Ramírez: Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.

O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.

–A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?

–Ana María Yévenes Ramírez: Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.

–E negativa?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.

–Finalmente, quais são as repercussões na família?

–Ana María Yévenes Ramírez: Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.

terça-feira, 23 de março de 2010

S.O.S., dejadnos ser madres

El hombre y la mujer no son, no eran, ni serán nunca iguales (que no significa que no tengan igualdad de derechos y responsabilidades). La impronta física del nacimiento, reflejo externo de lo más hondo que existe en cada hombre y mujer, su alma, nos lo hace evidente; el ser humano es un ser sexuado sólo en dos modos posibles, hombre o mujer.

El afán por sembrar la confusión ha llegado hasta la negación del primer valor, del más excelso don de la feminidad, de su ser mujer: la maternidad.

Hoy en día las políticas familiares de muchos países la han desprotegido; buena parte de la opinión pública joven femenina la ha venido minusvalorando y tomando como muro de contención que imposibilita el ulterior desarrollo profesional. No se promueve en foros mundiales, vende poco en televisión, el cine la ha olvidado como argumento central, no se anuncia en centros comerciales ni es portada de diarios y revistas… Se ha tomado como un anti-valor, como una decisión poco moderna, como una condena.

Y sin embargo, poco a poco, parece encenderse otra vez la luz de la esperanza que no hace sino recordar que la mujer también tiene el derecho, el más noble, a que no se desvirtúe ni se “ideologice” la maternidad. Son pequeñas sacudidas “sísmicas” de voces femeninas con resonancia pública que quieren reivindicar el orgullo de serlo.

Ahí está la octogenaria Ivonne Knibiehler, historiadora francesa y conocida figura del feminismo, quien en entrevista al diario Le Monde declaró que “La maternidad seguirá siendo una cuestión capital de la identidad femenina”. “El feminismo debe en primer lugar repensar la maternidad; todo lo demás será por añadidura”, ha precisado.

O ahí está también la ex periodista premio Pulitzer y ahora escritora asistente para la universidad de Stanford, Catherine Ellison, quien aventurada en la barca de la maternidad ha escrito “La inteligencia maternal”, un libro donde asegura que la maternidad hace a la mujer más capaz.

Otra mujer, Elise Claeson, periodista sueca de unos de los principales periódicos nórdicos, el Svenska Dagbladet, ha alzado la voz en una de sus columnas al escribir: “Oídnos, queremos ser madres”. Eva Herman, durante 18 años reconocida presentadora del informativo más visto en la televisión alemana, ha salido de lo políticamente correcto al escribir para la revistaCicero que abandonar el hogar no es un imperativo categórico. A la par que en Alemania salía su libro “El principio de Eva”, en Suiza aparecía “Ama de casa, el mejor trabajo del mundo”, de Marianne Siegenthaler, con buena acogida por parte de las “managers domésticas”.

Perspectivas de mujeres como las mencionadas reivindican el papel de la maternidad en la sociedad; hacen recordar que el verdadero feminismo aboga por una revalorización de la dignidad, del papel y de la vocación de la mujer. Es cierto que la maternidad es también una vocación que implica deberes, pero son esos deberes precisamente los que la hacen más noble, más loable, más ella. Y es que sólo una mujer puede ser madre. Sólo ella es capaz de dar lo que únicamente dan las “mamás”: su maternidad.

La mujer tiene el derecho a no ser influenciada por quienes hacen ver el tesoro de la maternidad como una carga, una condena, una actitud poco moderna.


Por: Jorge Enrique Mújica, Colaborador de Mujer Nueva, 2008-03-07)

Cavalheirismo e as diferenças entre homens e mulheres

Homens e mulheres são diferentes e ponto.

Isso não quer dizer que um não possa fazer tudo que o outro faz, exceto o que as diferenças biológicas do gênero impedem, é claro. Mas de resto tudo que um homem faz, a mulher pode fazer e tudo que uma mulher faz, um homem pode fazer.

Tudinho.

Tem muita gente que ainda não se tocou disso. Tanto algumas mulheres como alguns homens ainda acham que há diferenças nas capacidades quanto ao gênero.Mas isso está mudando rápido.

E às vezes para demonstrar que certas mulheres são capazes de fazer coisas que antigamente só homens faziam, elas se comportam com modos de homens. A mesma coisa acontece com homens fazendo coisas de mulheres, ficam feminilizados demais.

E qual seria o equilíbrio?

Na medida que cada um sabe de suas capacidades e potencialidades, ela ou ele as realiza de forma de acordo com seu jeito próprio. Não estereotipado, caricaturado. O jeito da pessoa. Tranquila consigo mesma. Sendo mulher ou homem e exercendo sua feminilidade ou masculinidade sem travas, medos ou preconceitos.

Por isso que eu, como mulher, gosto de homens cavalheiros.

Eu sei que eu posso fazer tudo que um homem faz. Estou tranquila com isso. Na falta de um homem eu me viro muito bem: pago o restaurante, abro a porta do carro, carrego pesos, arrumo o carro, conserto coisas, prego quadros, troco lâmpadas, dirijo o carro, uso a furadeira, cavo buracos, discuto com os empregados do sítio, resolvo problemas com bêbados, me defendo na rua, falo grosso e muitas coisas mais. Posso dizer que sou mais homem que a maioria dos homens que já conheci. E, ao mesmo tempo, sou bem mulher, bem feminina.

Eu não tenho que provar nada disso para ninguém. Eu já sei disso. Eu faço tudo isso quando necessário.

E os homens? Como ficam eles ao se relacionarem com mulheres tão completas?

Da mesma forma que nós ficaríamos ao nos relacionarmos com homens completos que não precisariam de nós.

Aí entra o Cavalheirismo. Atitudes e gestos sociais de gentileza, respeito e deferência de homens para mulheres, quando homens podem ser homens e mulheres podem ser mulheres na boa.

Como eu disse no início, homens são diferentes de mulheres, não dá para negar. Mas podemos fazer as mesmas coisas, também não dá para negar. Então como exercer essas diferenças de forma saudável no dia a dia?

O homem sendo cavalheiro expressa o que ele tem de melhor na sua masculinidade. E a mulher aceitando esta deferência não está sendo diminuída, está sendo mulher.

O texto soou antiquado?

Bem, é a minha opinião.

Eu gosto quando abrem a porta do carro para mim. Eu gosto quando carregam meus pacotes. Eu gosto quando andam do lado de fora da rua. Eu gosto quando pagam a conta do jantar. Eu gosto quando colocam o paletó em meus ombros para eu não passar frio. Eu gosto que me dêem passagem primeiro na porta e abram a porta para mim. Eu gosto que me dêem o braço quando eu estiver com um salto muito alto num piso ruim de andar. Eu gosto de ser tratada como uma dama, uma princesa, como uma rainha.

E isso não vale apenas para os homens que nos relacionamos mais intimamente. Vale para qualquer homem. Para aquele que dá lugar para eu sentar. Para aquele que ajudou a trocar meu pneu na rua. Para o que segurou a porta do elevador.

Viva o cavalheirismo!

O machismo sutil

Vivemos em mundo de mulheres-maravilha, onde todas nós podemos tudo e o mundo está aos nossos pés. Somos mulheres que trabalhamos, estudamos, cuidamos da casa e dos filhos e ainda temos que ficar lindas como eternas jovens de vinte anos. Ou então, as mais jovens (e às vezes até mais velhas), somos liberais, donas de nosso corpo, temos o homem que queremos, como e quando quisermos. Será?

Tudo isso é uma casca que somos obrigadas a vestir, mostrando caras felizes e argumentos vazios para agradar a sociedade. Por dentro estamos esgotadas, destruídas, humilhadas, solitárias e infelizes. O problema não foram os direitos adquiridos pela mulher, mas foi o que fizemos com esses direitos e, mais ainda, que tipo de direito reivindicamos.

O direito de ter que ser jovem a vida inteira? O direito de ser igual a um homem? O direito à libertinagem? Ou, pior, o direito de matar quem está dentro de nós, só porque “mandamos” em nosso corpo? Sem contar os outros “direitos” por aí.

Na sociedade renascentista as mulheres passaram a agir como na sociedade romano-helênica e foram daí a pior. A loucura do culto ao corpo é apenas o exemplo mais evidente que qualquer um nota. Entretanto, por trás desse mal, aparecem outros bem piores. "Agradeçamos", então, ao feminismo que nos colocou na mesma condição de um homem. Daí as mulheres-maravilha! Se antes do advento do cristianismo a tentativa era de subjugar e escravizar as mulheres, como seres inferiores ao homem, nos dias hodiernos quem está buscando isso são as próprias mulheres!

O feminismo, ao pretender que as mulheres sejam dignas e respeitadas porque iguais ao homem em tudo, nada mais faz do que ignorar as diferenças entre os dois sexos. Se a mulher é digna quando é igual ao homem, então o homem é o parâmetro. E isso é machismo! Se a mulher só é livre e respeitada porque faz tudo o que faz o homem, então o homem é o ideal a ser alcançado, o exemplo a ser imitado. E isso é machismo! O feminismo, pois, é uma forma sutil de machismo.

Aparecem nos meios de comunicação garotas (ou nem tanto) semi-nuas, quando não totalmente, falando apenas besteiras e propagando uma felicidade que não existe. Como se o corpinho delas fosse, e é, uma arma muito poderosa, sem se dar conta que nenhuma plástica do mundo vai lhe dar um transplante de cérebro. Quando tiverem sessenta e poucos anos, ao invés de estarem rodeadas da família pela qual pelejaram a vida inteira para manter feliz e unida, e com memórias de um passado de ações positivas por uma sociedade melhor e dedicação aos outros, terão apenas recortes de jornais em um apartamento solitário talvez com alguns gatos para lhes fazer companhia. Uma vida fútil, vazia, sem Deus e os valores cristãos que as mesmas sempre tanto combateram.

A defesa da mulher, o reconhecimento de sua condição ontológica e seus direitos legais são fruto dos valores que as feministas tanto odeiam. Colocaram as mulheres como mulheres, femininas, fortes, rainhas do lar, sim! Mas nem por isso menos que o homem! Só quem tem uma família sabe o quão difícil e o quanto exige de inteligência e jogo de cintura para organizar, administrar, acalmar, saciar, etc.

Ser mulher é acima de tudo ser mãe, ainda que não tenha filhos nem seja casada. É cuidar do próximo, é estar sempre atenta às necessidades de outro, é ser digna, é se doar, é ser coração, mas deixando que ele seja comandado pelo intelecto e pela sensibilidade que é peculiar à alma feminina.

Somos diferentes, homens e mulheres, nem piores e nem melhores por causa disso.

Cada com seu fundamental papel a desempenhar. Temos que deixar nossos homens serem homens e ensinar assim nossos filhos. Por mais que saibamos trocar uma lâmpada, um pneu, abrir uma tampa de vidro apertada ou brigarmos com a companhia telefônica. Deixemos que os mesmos o façam e os incentivemos para tanto.



* Texto muito bom que encontrei na net. Pertence a