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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cultivar a feminilidade

Tenho doces lembranças da minha infância... Acho que a lembrança mais antiga que tenho é de brincar com um jogo de chá. Era uma mesinha de plástico rosa, com as cadeirinhas e na mesa tinham as xícaras, pratinhos, bule, etc. Lembro-me também de minha mãe participar da brincadeira, e me ajudar a preparar tudo para receber minhas amigas reais e imaginárias. Foi algo muito natural meu interesse por "brincar de casinha", não tenho nenhum sentimento de opressão ou obrigação de algo na minha infância. Meu irmão também participava as vezes, porém ele já preferia os carrinhos, jogos de montar e desmontar, bola, corrida, etc.  Meu pai e minha mãe estiveram presentes na minha criação, assim como na criação do meu irmão, tivemos a influência feminina e masculina e isso foi muito bom.  Eu também joguei bola, corri, subi em árvore e ralei os joelhos, e isso em nada afetou meu apreço por ser uma menina. Lembro-me em dias de chuva de fugir dos meus pais, e juntamente com meu irmão ir correr na chuva e me sujar de barro nos fundos da igreja. Obviamente depois vinha a repreensão e as vezes o castigo e as palmadas.

Minha infância foi extremamente humilde. E apesar de ter a presença paterna e materna dentro de casa, meu pai nem sempre estava presente. Como pastor ele se afastou muitas vezes, viajou tantas outras, e ficávamos aos cuidados de minha mãe. Meu pai não estava presente fisicamente, mas estava presente sempre no discurso de minha mãe, nosso apreço e respeito por ele, estava muito além da sua presença física na nossa frente. E nessa família humilde foram criados um menino e uma menina. Sem grandes recursos, sem grandes  discursos, uma criação singela, pura, básica, com uma educação clara e sólida. Café da manhã muito cedo, devoção diária, agradecimento antes das refeições, estudo em família, conversa e respeito, oração antes de deitar, beijo na testa, abraço caloroso, mão firme... Não  precisávamos de dinheiro para nada disso.

Minha mãe nos ensinou a sermos dóceis, amáveis, responsáveis, sua influência feminina foi essencial na nossa criação. Sua doçura fez do meu irmão um homem forte, pai de família e capaz de atos extremamente delicados pela sua esposa e filha. Meu pai educou meu irmão para proteger sua família e trabalhar por ela, eu para auxiliar minha família e me dedicar a ela. E assim as coisas foram muito bem.  Essa criação nos livrou de cometer erros, de nos decepcionarmos? De forma alguma, cometemos muitos. Mas essa criação nos fez fortes.

Não fui criada para um romantismo desenfreado, nem para uma fragilidade extrema, mas fui criada para respeitar minhas características, meu corpo e não em envergonhar da minha condição feminina.Meu irmão não foi criado para ser truculento, grosso, mas para ser forte, homem tal qual José, esposo de Maria.

Não se envergonhe da sua condição feminina. Você não é superior ou inferior a um homem, você é diferente, é única. Essencial dentro da sua condição de mulher, de menina, assim como o homem é essencial dentro de sua condição masculina. Feminilidade não é superioridade ou inferioridade, feminilidade é condição natural da mulher, é a virtude que extravasa e salta aos olhos. Na luta contra a feminilidade, a mulher se entristece e se perde. Esvazia-se de sua essência.



domingo, 25 de novembro de 2012

Violência contra a Mulher e Feminismo

Hoje, 25 de Novembro é uma data (não sei e não pesquisei quem criou), onde movimentos feministas celebram o Dia pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Vi algumas manifestações sobre isso em diversos jornais que cobriram o "grande" evento que ocorreu em diversas cidades.

Quero deixar claro que violência contra mulher é algo repulsivo. A mulher deve sim ser aparada pelo Estado, pela Justiça, pela Segurança para viver uma vida sem violência. Acredito sim que muitas mulheres são vítimas de preconceitos, violência física e psicológicas e estas devem ser amparadas, assim como todas as mulheres. Existem homens que agridem mulheres? Sim, existem. Assim como existem mulheres que agridem mulheres, maridos, mães, vizinhos e vizinhas, a violência acaba sendo nata nas relações sociais. Não nego isso, não nego que podemos sim ser vitimas de machismos e agreções, mas não consigo ver o feminismo como um parceiro na luta pela vida das mulheres, das moças, das meninas, vejo o feminismo como agressor, um cruel agressor.

A problematica da violência contra a mulher me parece extremamente complexa e o movimento feminista não enxerga isso. Não é com legalização do aborto, que vamos resolver o problema das mortes por aborto, não é com Marcha das Vadias que vamos resolver a questão do respeito à mulher, não é evitando que as mulheres tenham filhos, que vamos resolver a questão econômica da vida da mulher, não é muito menos com uma doentia conpetição com os homens no mercado de trabalho, desnaturalizando a essencia feminina e a igualando com os homens que a mulher vai ser satisfeita profissionalmente, não é colocando a maternidade como um fardo, e tirando da mulher esta caracteristica básica que esta será menos oprimida.  


Para o fim da violência contra a mulher, fala-se muito na legalização do aborto. A gravidez "indesejada" não é o grande problema da mulher, A gravidez indesejada é a ponta do iceberg de uma série de coisas que deram errado na vida desta mulher. E será que no momento em que aquela mulher diz "esta gravidez não quero" e o movimento feminista corre para providenciar um aborto, será que ela é realmente indesejada? É realmente de um aborto que ela precisa? Um aborto resolveria o seu problema? E neste post não vou citar a vida do seu filho que será perdida. Pensando somente na mulher, como o feminismo preconiza: O aborto é uma solução? 

Temos diversas pesquisas cientificas, você encontra amplamente em agencias confiáveis que pesquisam sobre a saúde da mulher, que comprovam que o aborto trás uma série de problemas físicos e psiquicos. Não temos que eliminar o aborto clandestino, temos que eliminar o aborto seja ele "legal ou não", é morte, é intervenção, é dor. Sabendo de todos os malefícios do aborto, o feminismo segue levantando esta bandeira, independente da vontade das mulheres que dizem não. Alias, o feminismo incentiva e aprova o aborto estejamos falando de mulheres ou meninas. Quando ocorre o crime abominável do estupro de uma criança e esta engravida aos 11/12 anos, em meio a todo trauma as ongs feministas são as primeiras a cercarem a familia em um momento de extrema dor e incentivar o procedimento extremamente ivasivo, ao invés de monitorar esta menina e ver como seu proprio corpo reage ao processo, e sim logicamente e com calma preservando sua vida, sua integridade psicologica e mental, para que esta possa amparada crescer da forma mais saudável possivel, dentro de situação tão triste. 

Porem cuidar desta jovem, ampara-la, cuidar 24 horas da sua saúde, dar-lhe o melhor atendimento médico e psicológico à curto e longo prazo,  dara muito trabalho, e o feminismo não é o movimento das ações à longo prazo, mas das saídas egoistas e impulsivas. 

Combater a violência contra a mulher passa pela caracterização da mulher e não pela descaracterização. Ela passa por um processo educativo de valorização da feminilidade e da masculinidade, por uma cultura de respeito ao corpo e as caracteristicas básicas de homens e mulheres. Se educarmos meninos e meninas para que cresçam conhecedores de seu papel, de suas virtudes, com certeza no futuro teremos menos violência conjugal, teremos menos abortos pois teremos um numero menor de gestações "indesejadas". Não é dando o aborto, dando a bolsa, que resolveremos alguma coisa, precisamos de intervenção à longo prazo. E por mais absurdo que pareça para alguns olhos, a melhor intervenção a longo prazo, o melhor plano para combater a violência, as discriminações, é o Evangelho Puro. Com homens e mulheres, cristãos de fato, coerentes, fortes, cientes de seu papel no mundo e na sociedade é que teremos uma vida melhor para homens e mulheres, meninos e meninas. É com homens conscientes, protetores, fortes que se constrõe a sociedade, é com mulheres fiéis, mães, femininas, que se constrõe as proximas gerações. 

Se temos violadores dos direitos das mulheres, e eu sei que estes existem, eu diria que os maiores entre eles são aqueles que organizadamente lutam pela criação de uma nova mulher, feita aos seus moldes, vazia de toda sua caracteristica, anseio e beleza natural. Aquele que mata a feminilidade e a masculinidade, viola, humilha e vulgariza a mulher.






sábado, 8 de outubro de 2011

Ideologia de gênero: A ideologia contra a biologia


De José Ramón Ayllón



Por um elementar respeito pela linguagem, sobre o qual se fundamenta a possibilidade de comunicação inteligente, a humanidade tem costumado chamar pão ao pão e vinho ao vinho, e matrimônio à união conjugal de um homem e uma mulher. Também é verdade que sempre existiram Quixotes que chamaram gigantes aos moinhos, castelos às estalagens e castas donzelas às moçoilas de aldeia.

Hoje, uma moderna escola quixotesca, conhecida como ideologia de gênero, empenha-se em chamar matrimônio a outras ligações, contradizendo a evidência mais irrefutável; dizem que essas combinações poderiam gerar filhos se fosse possível fecundá-las, mas que a biologia lhes nega essa possibilidade. A obsessão da ideologia do gênero é talvez o último cartucho da luta de classes marxista, disparado pelo lobby cor-de-rosa.

A citada escola quer fazer-nos acreditar que o matrimônio é pura convenção, regulada pelo Direito para dar um verniz de honorabilidade às relações sexuais estáveis entre adultos de diferentes sexos. Mas a verdade é que, em todos os tempos e em todos os lugares – desde os homens da caverna de Altamira até o século XXI -, se protegeu essa união por estar diretamente associada à origem da vida e à sobrevivência da espécie, por ser a instituição que nos traz mais riqueza humana, laços de solidariedade e qualidade de vida.

A introdução artificial – por reprodução assistida ou adoção – de uma criança na casa de duas pessoas do mesmo sexo não converte essas pessoas em casadas nem os três em família. Dois homens podem ser bons pais, mas nunca serão uma mãe, nem boa nem má; duas mulheres podem ser duas boas mães, mas nunca serão um pai, nem bom nem mau. “Não desejo a nenhuma criança o que não desejei para mim mesma”, diz a psicóloga Alejandra Vallejo-Nágera: “Gosto, sempre gostei, de ter um pai e uma mãe. Qualquer outra combinação de progenitores parece-me incompleta e imperfeita”.

Mais do que um tema jurídico ou religioso, mais do que uma questão de tolerância ou liberdade, mais do que um assunto progressista ou retrógrado, estamos diante de um problema basicamente biológico. Pode-se opinar o que se queira, mas o que opinemos é irrelevante quando é a biologia que tem a última palavra.

Apesar disso, a ideologia de gênero – tão amiga da quadratura do círculo – diz-nos que a sexualidade masculina e feminina é opcional, não determinada pela condição biológica do homem e da mulher. Por isso, ao atribuir à liberdade um poder que não tem, ao confrontá-la tão violentamente com a biologia, torna inevitáveis sérios conflitos legais, morais e psicológicos, dos quais não se livram as possíveis crianças adotadas.

A Associação Mundial de Psiquiatria sublinhou que uma criança “paternizada” por um casal de homens entrará necessariamente em conflito com as outras crianças, comportar-se-á psicologicamente como uma criança em luta constante com o seu ambiente e com os outros, incubará frustração e agressividade.

Que caminho percorreu o feminismo até chegar à ideologia de gênero? A pretensão do primeiro feminismo – nos tempos da Revolução Francesa – foi legítima e positiva: a equiparação de direitos entre homem e mulher. Mas aos direitos seguiram-se as funções, e o feminismo começou a exigir a eliminação da tradicional distribuição de papéis, considerada como um arbítrio. Assim se chegou a rejeitar a maternidade, o casamento e a família.

Encontramos na base desta nova pretensão as idéias de Simone de Beauvoir, publicadas em 1949 no seu revolucionário “O segundo sexo”. Beauvoir previne contra a “trapaça da maternidade”, anima a mulher a libertar-se dos “grilhões da sua natureza” e recomenda que se passe a educação dos filhos para a sociedade, que se fomentem as relações lésbicas e a prática do aborto.

Hoje, os promotores do feminismo radical de gênero lutam pelo triunfo de novos modelos de família, educação e relações, em que o masculino e o feminimo estejam abertos a todas as opções possíveis. Nos livros de texto de alguns países sobre a disciplina “Educação para a Cidadania”, não se fala em nenhum caso da verdade, nem do bem, nem da consciência; em pouquíssimas ocasiões se fala da família e dos pais. Em contrapartida, reinvidica-se em dezenas de lugares a liberdade de orientação afetivo-sexual.

EDUCADO PARA SER MULHER

A ideologia de gênero é o passo mais radical do feminismo radical, pois pretende eliminar as diferenças naturais e interpretar com base na cultura, não na biologia, a condição sexuada do homem e da mulher. Cada qual pode fazer do seu corpo o que quiser já que o corpo é meu, ou – dito com um toque de elegância – my body is my art.

Tempos atrás, a imprensa internacional noticiou o fracasso de uma vergonhosa experiência médica. O psiquiatra americano John Money (1921-2006) tinha pretendido demonstrar – já a partir da década de sessenta – a teoria de que a sexualidade depende mais da educação do que dos genes. As suas cobaias foram dois bebês gêmeos: Bruce e Brian Reimer. Em 1965, um infeliz acidente com Bruce proporcionou a Money a oportunidade de transformar o corpo do bebê – por cirurgia plástica e com o consentimento dos pais – num corpo com aparência feminina (N.E. uma circuncisão mal-feita deixou Bruce, então com 8 meses de idade, sem um pênis, e na cirurgia seus testículos foram removidos). Money disse aos pais que deviam criar o bebê como se fosse uma menina e manter o episódio em absoluto segredo. Assim, Bruce passou a chamar-se Brenda.

As condições da experiência eram perfeitas, pois tinha-se realizado sobre um recém-nascido que possuía o mesmo quadro genético do irmão gêmeo. O médico – que se fazia chamar missionário do sexo e era defensor infatigável dos matrimônios abertos e do sexo bissexual em grupo – confiava cegamente em que o gêmeo operado poderia ser educado como uma menina. No eterno debate sobre natureza e educação, ia demonstrar que a educação é tudo. Simone de Beauvoir e Sartre já tinham feito triunfar a ideia de que é o ser humano quem goza de liberdade, não a natureza.

Os Reimer seguiram ao pé da letra as instruções de Money, mas as coisas não correram conforme o previsto. Janet, a mãe, conta o que aconteceu quando tentou vestir Brenda com o seu primeiro vestido, pouco antes de fazer dois anos: “Tentou arrancá-lo, rasgá-lo. Lembro-me de que pensei: <>” “Brenda” também passou a ser rejeitado na escola, onde bem cedo manifestou estranhas “tendências lésbicas”, apesar dos hormônios que o faziam tomar.

Enquanto toda a família via aflita o fracasso da operação, Money proclamava aos quatro ventos que a sua experiência era um êxito rotundo. Num artigo publicado em Archives of Sexual Behaviour, escreveu: “O comportamento da menina é claramente o de uma menina ativa, bem diferente das formas masculinas do seu irmão gêmeo”. Ao mesmo tempo, a revista Time afirmava que “este caso constitui um apoio férreo à maior das batalhas pela libertação da mulher: o conceito de que as pautas convencionais sobre a conduta masculina e feminina podem ser alteradas”.
Nesse interim, os gêmeos eram obrigados a seguir uma terapia com Money, que o fazia ver imagens sexuais e despir-se, em sessões que degeneraram e os traumatizaram profundamente. Quando Brenda tinha quinze anos, destruída pelas intermináveis sessões psiquiátricas e pela medicação com estrogênio, tentou suicidar-se. Seu pai contou-lhe então a verdade e ela decidiu voltar a ser um rapaz e chamar-se David. A cirurgia plástica fez o que pôde.

Em 2002, o irmão gêmeo, que sofria de esquizofrenia, suicidou-se. David nunca pôde superar o seu trauma e matou-se em 2004. “Daria qualquer coisa para que um hipnotizador conseguisse apagar todas as recordações do meu passado. É uma tortura que não suporto. O que fizeram com o meu corpo não é tão grave como o que provocaram na minha mente”, tinha dito.

A FAMÍLIA E OS SIMPSONS

Em estreita relação com a ideologia de gênero e o feminismo radical, um dos mitos mais arraigados é o que apresenta as rupturas conjugais como uma conquista da liberdade, como uma solução rápida para os inevitáveis problemas do casal e como o ansiado caminho para essa felicidade que não acaba de chegar.

Quem desempenhou um papel primordial na aceitação ingênua e generalizada desse mito foi Hollywood. A maior indústria de entretenimento do planeta contribuiu francamente para isso, e é muito difícil encontrar famoso ou famosa que não se tenha divorciado e recasado – frequentemente várias vezes – nos seus filmes e na sua ventilada vida real.

Mas o vírus não contaminou toda a gente. Na modela vila de Springfield vive uma família desmitificadora e antissistema, e talvez por isso imune ao divórcio. Uma família composta por um bebê, uma menina repelente e encantadora, um rapazinho criador de casos, um pai vadio e beberrão e uma mãe coroada por um penteado azul e da altura de uma torre de Pisa.

Há quem diga que a família Simpson, além de extravagante, é corrosiva e pouco recomendável. Os psicólogos chamam-na disfuncional. Um desastre, diriam as nossas avós. Tudo isso é verdade, mas gostaria de ressaltar uma coisa a que ninguém aludiu: essa família luta solitariamente contra o maior império do cinema. Porque Hollywood teria passado o rolo compressor divorcista sobre o terceiro episódio do seriado, mas, longe de Hollywood, livre dos seus mitos, os Simpsons vêm demonstrando há mais de quatrocentos capítulos que a família é o maior investimento a longo prazo, a autêntica tábua de salvação num mundo mentiroso e à deriva.

Ninguém negará que Marte tem motivos para romper com o seu marido preguiçoso e alcoólico, um campeão do arroto e da flatulência. No entanto, essa dona de casa, tão correta e afável, tem outros motivos, muito diferentes e muito mais poderosos: o respeito pelo compromisso com Homer e os seus três filhos, o seu senso comum, o seu sentido religioso e o seu carinho sincero.

Um senso comum que nos recorda o Chesterton que, na meninice, ouviu dizer que nos Estados Unidos era possível obter o divórcio por incompatibilidade de gênios:

“Pensei que era uma piada. Agora descobri que é verdade, e parece-me mais que uma piada. Se os casados podem divorciar-se por incompatibilidade de gênios, não entendo por que não se divorciaram todos. Pela própria definição do sexo, qualquer homem e qualquer mulher têm modos de ser incompatíveis. E é precisamente por isso que se casam...

“Mais ainda, é daí que procede o aspecto mais divertido desse compromisso. Ninguém se enamora de uma pessoa compatível. Estou preparado para apostar que nunca houve um casal que demorasse mais de uma semana a descobrir a recíproca incompatibilidade de temperamentos, e que uma boa e sólida incompatibilidade é garantia de estabilidade e felicidade”.
Fonte: Livro “Mitologias modernas”, de José Ramón Ayllón, Quadrante, São Paulo, 2011


Recomendo fortemente esse livro.

mila

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Guerra dos sexos e nossa desvalorização


"Não se nasce mulher, torna-se", essa frase de Simone de Beauvoir é de certa forma um slogan do movimento feminista. No caso do movimento, ela trás a ideia de que não existe o ser homem, o ser mulher, é tudo uma construção, de certa forma seriamos iguais, e a sociedade de forma pejorativa ia nos atribuindo papeis sociais, nos escravizando, e o movimento feminista, com sua campanha pró equiparidade entre os sexos, traria a libertação. E aqui nós temos a instauração de uma guerra entre homens e mulheres, de um lado homens opressores, de outro mulheres oprimidas, e resumimos todos os problemas da sociedade a uma guerra entre classe oprimida e classe opressora (oi, Marx.. rsrs).

Homens e mulheres são diferentes e ponto. Nós vivemos sim em uma sociedade onde estamos perdidos, confusos, onde as pessoas não sabem quem são, para onde vão, lógico não se tem um referencial, homens e mulheres ficam perdidos de um lado para outro. E eu fico surpresa (pois é, eu ainda me surpreendo) em ver cristãos defendendo que homens e mulheres são exatamente iguais, pois oras, a Palavra de Deus é clara, somos diferentes, temos um papel diferente, mas convencionou-se que o papel da mulher é inferior ao homem e ai devemos sair no tapa.

E nessa briga idiota nós garotas saímos perdendo de forma terrível, perdemos para nós mesmas, porque nós abrimos mão de toda a nossa identidade, do nosso papel como mulheres, como educadoras, acolhedoras, auxiliadoras, mães, para buscar algo que não é nosso, é deles. Vocês estão percebendo a bobagem que a gente faz? Deixamos nossa beleza, nossas caracteristicas, nosso chamado, nosso papel de lado, pra correr atrás de algo que nem sabemos ao certo o que é.


Porque ser mulher é um fardo? Quem colocou isso na sua cabeça? Como assim você não sabe quem você é? Agora esta na moda aquela frase: Não sei quem eu sou, quem se define , se limita. Se você não tem ideia de quem você é, leia a Bíblia, estude a Palavra de Deus, mas não leia a Bíblia como se ela fosse um punhado de biscoitos da sorte de restaurante chinês, LEIA, estude, reflita, tenha uma pessoa para orientação, tenha um diretor espiritual, essas coisas. La você vai ver o que nós mulheres somos, como fomos chamadas e quão grande é nossa importância.

Somos filhas de Deus, somos educadoras, acolhedoras, somos mães, mesmo que não sejamos mães. Homens e mulheres se completam, não são inimigos, isso não é o Plano de Deus.

Ai você vai me dizer que tudo o que envolve a mulher é um fardo doloroso e nos oprime, bom existem 3 grandes falácias contemporâneas sobre isso:

1) Mulheres tem sua sexualidade reprimida, não podem manter relações sexuais com quem quiser.

Olhe, pelo que eu observo cada vez mais a "libertação sexual" esta na moda, sendo divulgada em todos os espaços e sim, sendo praticada. E como eu tenho percebido, existem cada vez mais mulheres tendo que lidar com sentimentos de rejeição, culpa, entrando em depressão, pois esta libertação que de liberdade não tem nada, reduz a mulher a um objeto descartável, e isso fere a dignidade humana. E já temos meninas de 13 anos lidando com essa situação e desenvolvendo os mais diversos traumas, pois me desculpe quem não concordar, mas com 13 anos uma menina deveria estar brincando, jogando bola e ralando o joelho e não namorando e muito menos mantendo relações sexuais. Isso é um absurdo!

O exercer a sua sexualidade, o ter vida sexual, esta protegido pelo casamento, pela benção de Deus, união vitalícia, duradoura. Isso preserva a intimidade do homem e da mulher, protege, você não é um objeto com prazo de validade que esta servindo ao prazer de outro, mas sim uma união, comunhão entre marido e mulher, uma só carne, se amarem por toda a vida.

2) Quanto mais "gata" mais livre a mulher.

Eu Camila, particularmente ODEIO estas palavras "gata, gatinha, gostosa" Acho terrível, algo grotesco, nojento, inadmissível. Nós temos uma ideia de quanto mais no padrão de beleza a mulher estiver, não só de beleza, mas de comportamento, de vestir, quanto mais ela estiver nessas categorias, mais livre ela é. Por exemplo, uma mulher de corpo escultural, que utilize roupas que valorizem as suas curvas, adotando um visual sexy, poderosa, dona do mundo, que viva sempre maquiada, cabelos milimetricamente arrumadinhos, um salto enorme, que vá em altas baladas (pobre termo musical que hj é usado para festas sem noção), beba todas, fique com diversos garotos, vá pra academia, da academia pro salão, do salão pra clínica pra reduzir gordura, essa mulher é livre, completamente "descacetada", como dizia a Vany dos Normais. É mesmo? Viver neurótica, gastando grana com tratamentos estéticos disso e daquilo, passar o dia pensando na roupa, no corpo, querendo alcançar tal padrão de beleza e depois outro e outro, isso é uma mulher livre?

É natural ser um pouco vaidosa, nem 8, nem 80, é normal querer ficar cheirosa, deixar o cabelo macio, gostar de tal batom, usar tal creme, etc, coisas de garotas, isso é normal, eu não posso é transformar isso em uma neurose, uma escravidão, colocar o meu coração nisso a ponto de meu tesouro ser meu corpo saradão, ou pior serem minhas cirurgias plásticas, meus cremes, meus sapatos. Isso escraviza. Você não precisa disso pra "ser mulher", que bobagem.

Além do que se você ficar nesse padrão de "mulher super livre e moderna", você perde tanta coisa legal. Brincar com seus amigos, se sujar, jogar bola, ir num rally, inventar uma receita altamente maluca... Feminilidade não esta em tal roupa, tal procedimento estético, tal padrão. Feminilidade é do interior pro exterior, quando sabemos que somos filhas de Deus, que somos auxiliadoras, acolhedoras, e isso naturalmente emana de nós. E não é nenhum padrão rosa com plumas, garota alienada, e muito menos as modas "sexys" ok? (outro post a gente fala disso) Garotas estão ficando doentes, deprimidas, escravas de um padrão doentio de beleza, não caia nessa.

3) Maternidade é um fardo.

Eu vi uma reportagem um bom tempo atrás que dizia que filhos afundam a mulher. E sabe que talvez afundem mesmo, ok, não gosto do termo afundar, mas realmente filhos podem complicar muito a vida da garota. Imagine, você com 15 anos namora um rapaz e engravida, o rapaz some, e você tem que se virar sozinha com o bebê? Isso complica as coisas. Mulheres terem filhos sozinhas, é algo muito complicado mesmo. Apesar de que temos grandes mulheres solteiras, viúvas que criaram seus filhos com excelência (mas esse não é o assunto, Camila, foco, fala menos, aprende a fala menos pelamor). O Plano de Deus, não é que as mulheres tenham filhos sozinhas, lembram da ordem das coisas? Primeiro casamento, depois filhos... O casal tem filhos, não somente a mulher, ela tem um companheiro do lado, lhe apoiando, o filho é dos dois. Dizem que a maternidade é um fardo, afunda a mulher, dai a mulher não tem filhos, e lá pelos 40 anos começa o desespero e as clínicas de reprodução assistida lotam, hummmm... acho que tem gente lucrando também com essa ideia do viva sua vida, filho te atrasa, deixa pra bem depois.

Filho é problema? Lógico que TAMBÉM é. Todos nós temos problemas, na vida passamos por sacrifícios, provações, abnegações. Mas ai é a questão, eu vou resumir a minha vida naquilo que é minha vontade, meu prazer, tudo eu, eu, eu? Será um FARDO tão terrível gerar uma vida? Ter um filho, educa-lo, me dedicar para isso?

Ressalva para pessoas que gostam de complicar tudo: Não, não estou falando que as pessoas devem sair reproduzindo feito coelhos, eu sei que existem questões econômicas, planejamento familiar, blablabla. Eu acredito no exercer da maternidade e paternidade responsável, e principalmente eu acredito na maternidade, e não podemos reduzir algo nosso, nós mulheres podemos gerar uma vida no nosso corpo, dar a luz, amamentar um bebê no nosso seio, não podemos resumir algo tão maravilhoso, a um problema, um fardo, isso e aquilo. Não podemos abrir mão disso. Ser mãe.

E nisso tudo temos os homens, não nossos inimigos, mas nossos companheiros, que devem estar ao nosso lado. Como disse homens e mulheres se completam, a união é perfeita. Não podemos ficar nos nossos relacionamentos, nas nossas famílias brigando nessa guerrinha dos sexos. Somos simplesmente diferentes, cada qual com sua beleza, você não pode se sentir inferior, seu chamado é especial, homens e mulheres são dotados de capacidades.

Eu sei trocar lâmpada, troquei pneu do carro (quase morri), sei usar martelo, serrote (pequeno), já parti lenha (tentei), carrego peso, posso fazer todas essas coisas, sem problemas. Quando estou morando com meus pais, meu pai gosta de fazer essas coisas e faz mais rápido e melhor que eu, já eu sou super rápida arrumando a casa, consigo cozinhar, lavar, passar, lavar o chão, arrumar tudo rápido e deixo tudo bem organizado, o pai faz isso também, mas o que eu faço direitinho em 1 hora e nem canso muito, ligo um som e faço a faxina geral bem tranquila, ele leva 5 horas e quase morre. hehe Somos diferentes, podemos nos ajudar, cooperar, essas coisas não precisam ser colocadas em categorias exatas, somos humanos e em nossas relações familiares, quando a base é o Verdadeiro Amor (que só vêm de Deus) , as coisas tendem a naturalmente fluírem, homens e mulheres se ajudando, em parceria. Podemos dividir as tarefas, podemos trabalhar juntos, conversar, nos auxiliarmos, parceiros.

Somos diferentes sim, mas somos parceiros, amigos, filhos de Deus, cada qual com suas caracteristicas, e isso é uma beleza incrível. Quantas vezes aqui na nossa vida familiar, quando morávamos todos juntos, eu fiquei encarregada de pagar as contas, administrar, levar o carro pra oficina, enquanto meu irmão cuidava do jardim, fazia o almoço (ele come e cozinha mto bem), qual o problema? Somos parceiros, nos amamos, nos ajudamos sem problemas. Sabemos bem quem somos, o que somos. Somos família.

Ser mulher é muito bom, Deus nos fez assim, não deixa essas ideias de fardo, guerra dos sexos, criarem ninhos na sua cabeça. Você é especial.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Filha do Pastor sai do armário. Assuma você também.


Em anos recentes a situação tem ficado quase insuportável.



Não dá mais para ficar escondendo algo que faz parte de mim.

Pode soar politicamente incorreto e suscitar os preconceitos de alguém, mas eu preciso confessar isso publicamente.

Espero que minha família e meus amigos me entendam e me apoiem... Peço que meu pai tente ser compreensível. Não posso mais negar.

Então assumo:


- Eu NÃO sou gay! Eu sou heterossexual. Sou heterossexual e cristã. Pronto, falei! Ufaa...

Nunca pensei em mulheres. Nunca achei desejável o corpo feminino. Nunca tive nenhuma vontade de "experimentar" algo com minhas amigas, nunca senti tesão por alguma mulher.

Cresci numa família comum, pai, mãe e irmão... Minha infância foi jogando bola, correndo, pulando muros, ralando joelho, quebrado coisas, brincava de bonecas, casinha... E eu sempre era a esposa, a mãe, brincava que tinha filhinhos, fazia chá com minhas amigas, tinha fogãozinho de brinquedo...

Na adolescência, no despertar da minha sexualidade, eu fantasiava, sonhava com romances incríveis e impossíveis...Todos com garotos! Achava que estava apaixonada pelo professor estagiário de química, no outro ano o de inglês. Meu pensamento... Sempre hetero... Sonhava com o beijo, abraço de um menino. Nunca me encaixei no padrão homossexual.

Meu mundo é e sempre foi hetero!

Sei que posso enfrentar críticas e preconceitos numa sociedade completamente patrulhada pelo homossexualismo. Mas decidi sair do armário, e não volto atrás. Vão ter que me aceitar, se não aceitam, respeito é obrigação! Afinal direitos iguais certo?

Depois que "entraram" no armário Ray Boltz, Tonéx e Jennifer Knapp, declarando sua homossexualidade, corro o risco de parecer uma puritana dentro da própria igreja, mas espero que meus irmãos por mais crentes liberais que sejam, me entendam e continuem me amando.

Amo a Jesus e pretendo servi-lo assim, com a minha "opção" sexual.

Se você chegou até aqui, no final deste post, te agradeço e peço que me entenda. Saiba que assim como eu, muitos outros heteros estão por aí, pressionados, vivendo um grande dilema, sofrendo o medo do preconceito e do rótulo.

E você meu amigo hetero e reprimido:

- Se joga! Ahazaaaaaa!

- Temos esse direito!



*baseado na ideia da Vanessa Meira*

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quando a ideologia de gênero se opõe à mulher

Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez

Por Gilberto Hernández García

SANTIAGO DO CHILE, domingo, 7 de junho de 2009 O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.

A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.

O gênero é uma “construção” social?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.

Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.

Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.

–Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?

–Ana María Yévenes Ramírez: Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.

O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.

–A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?

–Ana María Yévenes Ramírez: Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.

–E negativa?

–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.

–Finalmente, quais são as repercussões na família?

–Ana María Yévenes Ramírez: Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.

terça-feira, 23 de março de 2010

S.O.S., dejadnos ser madres

El hombre y la mujer no son, no eran, ni serán nunca iguales (que no significa que no tengan igualdad de derechos y responsabilidades). La impronta física del nacimiento, reflejo externo de lo más hondo que existe en cada hombre y mujer, su alma, nos lo hace evidente; el ser humano es un ser sexuado sólo en dos modos posibles, hombre o mujer.

El afán por sembrar la confusión ha llegado hasta la negación del primer valor, del más excelso don de la feminidad, de su ser mujer: la maternidad.

Hoy en día las políticas familiares de muchos países la han desprotegido; buena parte de la opinión pública joven femenina la ha venido minusvalorando y tomando como muro de contención que imposibilita el ulterior desarrollo profesional. No se promueve en foros mundiales, vende poco en televisión, el cine la ha olvidado como argumento central, no se anuncia en centros comerciales ni es portada de diarios y revistas… Se ha tomado como un anti-valor, como una decisión poco moderna, como una condena.

Y sin embargo, poco a poco, parece encenderse otra vez la luz de la esperanza que no hace sino recordar que la mujer también tiene el derecho, el más noble, a que no se desvirtúe ni se “ideologice” la maternidad. Son pequeñas sacudidas “sísmicas” de voces femeninas con resonancia pública que quieren reivindicar el orgullo de serlo.

Ahí está la octogenaria Ivonne Knibiehler, historiadora francesa y conocida figura del feminismo, quien en entrevista al diario Le Monde declaró que “La maternidad seguirá siendo una cuestión capital de la identidad femenina”. “El feminismo debe en primer lugar repensar la maternidad; todo lo demás será por añadidura”, ha precisado.

O ahí está también la ex periodista premio Pulitzer y ahora escritora asistente para la universidad de Stanford, Catherine Ellison, quien aventurada en la barca de la maternidad ha escrito “La inteligencia maternal”, un libro donde asegura que la maternidad hace a la mujer más capaz.

Otra mujer, Elise Claeson, periodista sueca de unos de los principales periódicos nórdicos, el Svenska Dagbladet, ha alzado la voz en una de sus columnas al escribir: “Oídnos, queremos ser madres”. Eva Herman, durante 18 años reconocida presentadora del informativo más visto en la televisión alemana, ha salido de lo políticamente correcto al escribir para la revistaCicero que abandonar el hogar no es un imperativo categórico. A la par que en Alemania salía su libro “El principio de Eva”, en Suiza aparecía “Ama de casa, el mejor trabajo del mundo”, de Marianne Siegenthaler, con buena acogida por parte de las “managers domésticas”.

Perspectivas de mujeres como las mencionadas reivindican el papel de la maternidad en la sociedad; hacen recordar que el verdadero feminismo aboga por una revalorización de la dignidad, del papel y de la vocación de la mujer. Es cierto que la maternidad es también una vocación que implica deberes, pero son esos deberes precisamente los que la hacen más noble, más loable, más ella. Y es que sólo una mujer puede ser madre. Sólo ella es capaz de dar lo que únicamente dan las “mamás”: su maternidad.

La mujer tiene el derecho a no ser influenciada por quienes hacen ver el tesoro de la maternidad como una carga, una condena, una actitud poco moderna.


Por: Jorge Enrique Mújica, Colaborador de Mujer Nueva, 2008-03-07)

Cavalheirismo e as diferenças entre homens e mulheres

Homens e mulheres são diferentes e ponto.

Isso não quer dizer que um não possa fazer tudo que o outro faz, exceto o que as diferenças biológicas do gênero impedem, é claro. Mas de resto tudo que um homem faz, a mulher pode fazer e tudo que uma mulher faz, um homem pode fazer.

Tudinho.

Tem muita gente que ainda não se tocou disso. Tanto algumas mulheres como alguns homens ainda acham que há diferenças nas capacidades quanto ao gênero.Mas isso está mudando rápido.

E às vezes para demonstrar que certas mulheres são capazes de fazer coisas que antigamente só homens faziam, elas se comportam com modos de homens. A mesma coisa acontece com homens fazendo coisas de mulheres, ficam feminilizados demais.

E qual seria o equilíbrio?

Na medida que cada um sabe de suas capacidades e potencialidades, ela ou ele as realiza de forma de acordo com seu jeito próprio. Não estereotipado, caricaturado. O jeito da pessoa. Tranquila consigo mesma. Sendo mulher ou homem e exercendo sua feminilidade ou masculinidade sem travas, medos ou preconceitos.

Por isso que eu, como mulher, gosto de homens cavalheiros.

Eu sei que eu posso fazer tudo que um homem faz. Estou tranquila com isso. Na falta de um homem eu me viro muito bem: pago o restaurante, abro a porta do carro, carrego pesos, arrumo o carro, conserto coisas, prego quadros, troco lâmpadas, dirijo o carro, uso a furadeira, cavo buracos, discuto com os empregados do sítio, resolvo problemas com bêbados, me defendo na rua, falo grosso e muitas coisas mais. Posso dizer que sou mais homem que a maioria dos homens que já conheci. E, ao mesmo tempo, sou bem mulher, bem feminina.

Eu não tenho que provar nada disso para ninguém. Eu já sei disso. Eu faço tudo isso quando necessário.

E os homens? Como ficam eles ao se relacionarem com mulheres tão completas?

Da mesma forma que nós ficaríamos ao nos relacionarmos com homens completos que não precisariam de nós.

Aí entra o Cavalheirismo. Atitudes e gestos sociais de gentileza, respeito e deferência de homens para mulheres, quando homens podem ser homens e mulheres podem ser mulheres na boa.

Como eu disse no início, homens são diferentes de mulheres, não dá para negar. Mas podemos fazer as mesmas coisas, também não dá para negar. Então como exercer essas diferenças de forma saudável no dia a dia?

O homem sendo cavalheiro expressa o que ele tem de melhor na sua masculinidade. E a mulher aceitando esta deferência não está sendo diminuída, está sendo mulher.

O texto soou antiquado?

Bem, é a minha opinião.

Eu gosto quando abrem a porta do carro para mim. Eu gosto quando carregam meus pacotes. Eu gosto quando andam do lado de fora da rua. Eu gosto quando pagam a conta do jantar. Eu gosto quando colocam o paletó em meus ombros para eu não passar frio. Eu gosto que me dêem passagem primeiro na porta e abram a porta para mim. Eu gosto que me dêem o braço quando eu estiver com um salto muito alto num piso ruim de andar. Eu gosto de ser tratada como uma dama, uma princesa, como uma rainha.

E isso não vale apenas para os homens que nos relacionamos mais intimamente. Vale para qualquer homem. Para aquele que dá lugar para eu sentar. Para aquele que ajudou a trocar meu pneu na rua. Para o que segurou a porta do elevador.

Viva o cavalheirismo!

O machismo sutil

Vivemos em mundo de mulheres-maravilha, onde todas nós podemos tudo e o mundo está aos nossos pés. Somos mulheres que trabalhamos, estudamos, cuidamos da casa e dos filhos e ainda temos que ficar lindas como eternas jovens de vinte anos. Ou então, as mais jovens (e às vezes até mais velhas), somos liberais, donas de nosso corpo, temos o homem que queremos, como e quando quisermos. Será?

Tudo isso é uma casca que somos obrigadas a vestir, mostrando caras felizes e argumentos vazios para agradar a sociedade. Por dentro estamos esgotadas, destruídas, humilhadas, solitárias e infelizes. O problema não foram os direitos adquiridos pela mulher, mas foi o que fizemos com esses direitos e, mais ainda, que tipo de direito reivindicamos.

O direito de ter que ser jovem a vida inteira? O direito de ser igual a um homem? O direito à libertinagem? Ou, pior, o direito de matar quem está dentro de nós, só porque “mandamos” em nosso corpo? Sem contar os outros “direitos” por aí.

Na sociedade renascentista as mulheres passaram a agir como na sociedade romano-helênica e foram daí a pior. A loucura do culto ao corpo é apenas o exemplo mais evidente que qualquer um nota. Entretanto, por trás desse mal, aparecem outros bem piores. "Agradeçamos", então, ao feminismo que nos colocou na mesma condição de um homem. Daí as mulheres-maravilha! Se antes do advento do cristianismo a tentativa era de subjugar e escravizar as mulheres, como seres inferiores ao homem, nos dias hodiernos quem está buscando isso são as próprias mulheres!

O feminismo, ao pretender que as mulheres sejam dignas e respeitadas porque iguais ao homem em tudo, nada mais faz do que ignorar as diferenças entre os dois sexos. Se a mulher é digna quando é igual ao homem, então o homem é o parâmetro. E isso é machismo! Se a mulher só é livre e respeitada porque faz tudo o que faz o homem, então o homem é o ideal a ser alcançado, o exemplo a ser imitado. E isso é machismo! O feminismo, pois, é uma forma sutil de machismo.

Aparecem nos meios de comunicação garotas (ou nem tanto) semi-nuas, quando não totalmente, falando apenas besteiras e propagando uma felicidade que não existe. Como se o corpinho delas fosse, e é, uma arma muito poderosa, sem se dar conta que nenhuma plástica do mundo vai lhe dar um transplante de cérebro. Quando tiverem sessenta e poucos anos, ao invés de estarem rodeadas da família pela qual pelejaram a vida inteira para manter feliz e unida, e com memórias de um passado de ações positivas por uma sociedade melhor e dedicação aos outros, terão apenas recortes de jornais em um apartamento solitário talvez com alguns gatos para lhes fazer companhia. Uma vida fútil, vazia, sem Deus e os valores cristãos que as mesmas sempre tanto combateram.

A defesa da mulher, o reconhecimento de sua condição ontológica e seus direitos legais são fruto dos valores que as feministas tanto odeiam. Colocaram as mulheres como mulheres, femininas, fortes, rainhas do lar, sim! Mas nem por isso menos que o homem! Só quem tem uma família sabe o quão difícil e o quanto exige de inteligência e jogo de cintura para organizar, administrar, acalmar, saciar, etc.

Ser mulher é acima de tudo ser mãe, ainda que não tenha filhos nem seja casada. É cuidar do próximo, é estar sempre atenta às necessidades de outro, é ser digna, é se doar, é ser coração, mas deixando que ele seja comandado pelo intelecto e pela sensibilidade que é peculiar à alma feminina.

Somos diferentes, homens e mulheres, nem piores e nem melhores por causa disso.

Cada com seu fundamental papel a desempenhar. Temos que deixar nossos homens serem homens e ensinar assim nossos filhos. Por mais que saibamos trocar uma lâmpada, um pneu, abrir uma tampa de vidro apertada ou brigarmos com a companhia telefônica. Deixemos que os mesmos o façam e os incentivemos para tanto.



* Texto muito bom que encontrei na net. Pertence a