segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Cultivar a feminilidade
domingo, 25 de novembro de 2012
Violência contra a Mulher e Feminismo
sábado, 8 de outubro de 2011
Ideologia de gênero: A ideologia contra a biologia
Por um elementar respeito pela linguagem, sobre o qual se fundamenta a possibilidade de comunicação inteligente, a humanidade tem costumado chamar pão ao pão e vinho ao vinho, e matrimônio à união conjugal de um homem e uma mulher. Também é verdade que sempre existiram Quixotes que chamaram gigantes aos moinhos, castelos às estalagens e castas donzelas às moçoilas de aldeia.
Hoje, uma moderna escola quixotesca, conhecida como ideologia de gênero, empenha-se em chamar matrimônio a outras ligações, contradizendo a evidência mais irrefutável; dizem que essas combinações poderiam gerar filhos se fosse possível fecundá-las, mas que a biologia lhes nega essa possibilidade. A obsessão da ideologia do gênero é talvez o último cartucho da luta de classes marxista, disparado pelo lobby cor-de-rosa.
A citada escola quer fazer-nos acreditar que o matrimônio é pura convenção, regulada pelo Direito para dar um verniz de honorabilidade às relações sexuais estáveis entre adultos de diferentes sexos. Mas a verdade é que, em todos os tempos e em todos os lugares – desde os homens da caverna de Altamira até o século XXI -, se protegeu essa união por estar diretamente associada à origem da vida e à sobrevivência da espécie, por ser a instituição que nos traz mais riqueza humana, laços de solidariedade e qualidade de vida.
A introdução artificial – por reprodução assistida ou adoção – de uma criança na casa de duas pessoas do mesmo sexo não converte essas pessoas em casadas nem os três em família. Dois homens podem ser bons pais, mas nunca serão uma mãe, nem boa nem má; duas mulheres podem ser duas boas mães, mas nunca serão um pai, nem bom nem mau. “Não desejo a nenhuma criança o que não desejei para mim mesma”, diz a psicóloga Alejandra Vallejo-Nágera: “Gosto, sempre gostei, de ter um pai e uma mãe. Qualquer outra combinação de progenitores parece-me incompleta e imperfeita”.
Mais do que um tema jurídico ou religioso, mais do que uma questão de tolerância ou liberdade, mais do que um assunto progressista ou retrógrado, estamos diante de um problema basicamente biológico. Pode-se opinar o que se queira, mas o que opinemos é irrelevante quando é a biologia que tem a última palavra.
Apesar disso, a ideologia de gênero – tão amiga da quadratura do círculo – diz-nos que a sexualidade masculina e feminina é opcional, não determinada pela condição biológica do homem e da mulher. Por isso, ao atribuir à liberdade um poder que não tem, ao confrontá-la tão violentamente com a biologia, torna inevitáveis sérios conflitos legais, morais e psicológicos, dos quais não se livram as possíveis crianças adotadas.
A Associação Mundial de Psiquiatria sublinhou que uma criança “paternizada” por um casal de homens entrará necessariamente em conflito com as outras crianças, comportar-se-á psicologicamente como uma criança em luta constante com o seu ambiente e com os outros, incubará frustração e agressividade.
Que caminho percorreu o feminismo até chegar à ideologia de gênero? A pretensão do primeiro feminismo – nos tempos da Revolução Francesa – foi legítima e positiva: a equiparação de direitos entre homem e mulher. Mas aos direitos seguiram-se as funções, e o feminismo começou a exigir a eliminação da tradicional distribuição de papéis, considerada como um arbítrio. Assim se chegou a rejeitar a maternidade, o casamento e a família.
Encontramos na base desta nova pretensão as idéias de Simone de Beauvoir, publicadas em 1949 no seu revolucionário “O segundo sexo”. Beauvoir previne contra a “trapaça da maternidade”, anima a mulher a libertar-se dos “grilhões da sua natureza” e recomenda que se passe a educação dos filhos para a sociedade, que se fomentem as relações lésbicas e a prática do aborto.
Hoje, os promotores do feminismo radical de gênero lutam pelo triunfo de novos modelos de família, educação e relações, em que o masculino e o feminimo estejam abertos a todas as opções possíveis. Nos livros de texto de alguns países sobre a disciplina “Educação para a Cidadania”, não se fala em nenhum caso da verdade, nem do bem, nem da consciência; em pouquíssimas ocasiões se fala da família e dos pais. Em contrapartida, reinvidica-se em dezenas de lugares a liberdade de orientação afetivo-sexual.
EDUCADO PARA SER MULHER
A ideologia de gênero é o passo mais radical do feminismo radical, pois pretende eliminar as diferenças naturais e interpretar com base na cultura, não na biologia, a condição sexuada do homem e da mulher. Cada qual pode fazer do seu corpo o que quiser já que o corpo é meu, ou – dito com um toque de elegância – my body is my art.
Tempos atrás, a imprensa internacional noticiou o fracasso de uma vergonhosa experiência médica. O psiquiatra americano John Money (1921-2006) tinha pretendido demonstrar – já a partir da década de sessenta – a teoria de que a sexualidade depende mais da educação do que dos genes. As suas cobaias foram dois bebês gêmeos: Bruce e Brian Reimer. Em 1965, um infeliz acidente com Bruce proporcionou a Money a oportunidade de transformar o corpo do bebê – por cirurgia plástica e com o consentimento dos pais – num corpo com aparência feminina (N.E. uma circuncisão mal-feita deixou Bruce, então com 8 meses de idade, sem um pênis, e na cirurgia seus testículos foram removidos). Money disse aos pais que deviam criar o bebê como se fosse uma menina e manter o episódio em absoluto segredo. Assim, Bruce passou a chamar-se Brenda.
As condições da experiência eram perfeitas, pois tinha-se realizado sobre um recém-nascido que possuía o mesmo quadro genético do irmão gêmeo. O médico – que se fazia chamar missionário do sexo e era defensor infatigável dos matrimônios abertos e do sexo bissexual em grupo – confiava cegamente em que o gêmeo operado poderia ser educado como uma menina. No eterno debate sobre natureza e educação, ia demonstrar que a educação é tudo. Simone de Beauvoir e Sartre já tinham feito triunfar a ideia de que é o ser humano quem goza de liberdade, não a natureza.
Os Reimer seguiram ao pé da letra as instruções de Money, mas as coisas não correram conforme o previsto. Janet, a mãe, conta o que aconteceu quando tentou vestir Brenda com o seu primeiro vestido, pouco antes de fazer dois anos: “Tentou arrancá-lo, rasgá-lo. Lembro-me de que pensei: <
Enquanto toda a família via aflita o fracasso da operação, Money proclamava aos quatro ventos que a sua experiência era um êxito rotundo. Num artigo publicado em Archives of Sexual Behaviour, escreveu: “O comportamento da menina é claramente o de uma menina ativa, bem diferente das formas masculinas do seu irmão gêmeo”. Ao mesmo tempo, a revista Time afirmava que “este caso constitui um apoio férreo à maior das batalhas pela libertação da mulher: o conceito de que as pautas convencionais sobre a conduta masculina e feminina podem ser alteradas”.
Nesse interim, os gêmeos eram obrigados a seguir uma terapia com Money, que o fazia ver imagens sexuais e despir-se, em sessões que degeneraram e os traumatizaram profundamente. Quando Brenda tinha quinze anos, destruída pelas intermináveis sessões psiquiátricas e pela medicação com estrogênio, tentou suicidar-se. Seu pai contou-lhe então a verdade e ela decidiu voltar a ser um rapaz e chamar-se David. A cirurgia plástica fez o que pôde.
Em 2002, o irmão gêmeo, que sofria de esquizofrenia, suicidou-se. David nunca pôde superar o seu trauma e matou-se em 2004. “Daria qualquer coisa para que um hipnotizador conseguisse apagar todas as recordações do meu passado. É uma tortura que não suporto. O que fizeram com o meu corpo não é tão grave como o que provocaram na minha mente”, tinha dito.
A FAMÍLIA E OS SIMPSONS
Em estreita relação com a ideologia de gênero e o feminismo radical, um dos mitos mais arraigados é o que apresenta as rupturas conjugais como uma conquista da liberdade, como uma solução rápida para os inevitáveis problemas do casal e como o ansiado caminho para essa felicidade que não acaba de chegar.
Quem desempenhou um papel primordial na aceitação ingênua e generalizada desse mito foi Hollywood. A maior indústria de entretenimento do planeta contribuiu francamente para isso, e é muito difícil encontrar famoso ou famosa que não se tenha divorciado e recasado – frequentemente várias vezes – nos seus filmes e na sua ventilada vida real.
Mas o vírus não contaminou toda a gente. Na modela vila de Springfield vive uma família desmitificadora e antissistema, e talvez por isso imune ao divórcio. Uma família composta por um bebê, uma menina repelente e encantadora, um rapazinho criador de casos, um pai vadio e beberrão e uma mãe coroada por um penteado azul e da altura de uma torre de Pisa.
Há quem diga que a família Simpson, além de extravagante, é corrosiva e pouco recomendável. Os psicólogos chamam-na disfuncional. Um desastre, diriam as nossas avós. Tudo isso é verdade, mas gostaria de ressaltar uma coisa a que ninguém aludiu: essa família luta solitariamente contra o maior império do cinema. Porque Hollywood teria passado o rolo compressor divorcista sobre o terceiro episódio do seriado, mas, longe de Hollywood, livre dos seus mitos, os Simpsons vêm demonstrando há mais de quatrocentos capítulos que a família é o maior investimento a longo prazo, a autêntica tábua de salvação num mundo mentiroso e à deriva.
Ninguém negará que Marte tem motivos para romper com o seu marido preguiçoso e alcoólico, um campeão do arroto e da flatulência. No entanto, essa dona de casa, tão correta e afável, tem outros motivos, muito diferentes e muito mais poderosos: o respeito pelo compromisso com Homer e os seus três filhos, o seu senso comum, o seu sentido religioso e o seu carinho sincero.
Um senso comum que nos recorda o Chesterton que, na meninice, ouviu dizer que nos Estados Unidos era possível obter o divórcio por incompatibilidade de gênios:
“Pensei que era uma piada. Agora descobri que é verdade, e parece-me mais que uma piada. Se os casados podem divorciar-se por incompatibilidade de gênios, não entendo por que não se divorciaram todos. Pela própria definição do sexo, qualquer homem e qualquer mulher têm modos de ser incompatíveis. E é precisamente por isso que se casam...
“Mais ainda, é daí que procede o aspecto mais divertido desse compromisso. Ninguém se enamora de uma pessoa compatível. Estou preparado para apostar que nunca houve um casal que demorasse mais de uma semana a descobrir a recíproca incompatibilidade de temperamentos, e que uma boa e sólida incompatibilidade é garantia de estabilidade e felicidade”.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Guerra dos sexos e nossa desvalorização
sábado, 29 de janeiro de 2011
Filha do Pastor sai do armário. Assuma você também.
Em anos recentes a situação tem ficado quase insuportável.
Não dá mais para ficar escondendo algo que faz parte de mim.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Quando a ideologia de gênero se opõe à mulher
Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez
Por Gilberto Hernández García
SANTIAGO DO CHILE, domingo, 7 de junho de 2009 O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.
A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.
–O gênero é uma “construção” social?
–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.
Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.
Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.
–Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?
–Ana María Yévenes Ramírez: Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.
O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.
–A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?
–Ana María Yévenes Ramírez: Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.
–E negativa?
–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.
–Finalmente, quais são as repercussões na família?
–Ana María Yévenes Ramírez: Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.
terça-feira, 23 de março de 2010
S.O.S., dejadnos ser madres
Por: Jorge Enrique Mújica, Colaborador de Mujer Nueva, 2008-03-07)
Cavalheirismo e as diferenças entre homens e mulheres
Isso não quer dizer que um não possa fazer tudo que o outro faz, exceto o que as diferenças biológicas do gênero impedem, é claro. Mas de resto tudo que um homem faz, a mulher pode fazer e tudo que uma mulher faz, um homem pode fazer.
Tudinho.
Tem muita gente que ainda não se tocou disso. Tanto algumas mulheres como alguns homens ainda acham que há diferenças nas capacidades quanto ao gênero.Mas isso está mudando rápido.
E às vezes para demonstrar que certas mulheres são capazes de fazer coisas que antigamente só homens faziam, elas se comportam com modos de homens. A mesma coisa acontece com homens fazendo coisas de mulheres, ficam feminilizados demais.
E qual seria o equilíbrio?
Na medida que cada um sabe de suas capacidades e potencialidades, ela ou ele as realiza de forma de acordo com seu jeito próprio. Não estereotipado, caricaturado. O jeito da pessoa. Tranquila consigo mesma. Sendo mulher ou homem e exercendo sua feminilidade ou masculinidade sem travas, medos ou preconceitos.
Por isso que eu, como mulher, gosto de homens cavalheiros.
Eu sei que eu posso fazer tudo que um homem faz. Estou tranquila com isso. Na falta de um homem eu me viro muito bem: pago o restaurante, abro a porta do carro, carrego pesos, arrumo o carro, conserto coisas, prego quadros, troco lâmpadas, dirijo o carro, uso a furadeira, cavo buracos, discuto com os empregados do sítio, resolvo problemas com bêbados, me defendo na rua, falo grosso e muitas coisas mais. Posso dizer que sou mais homem que a maioria dos homens que já conheci. E, ao mesmo tempo, sou bem mulher, bem feminina.
Eu não tenho que provar nada disso para ninguém. Eu já sei disso. Eu faço tudo isso quando necessário.
E os homens? Como ficam eles ao se relacionarem com mulheres tão completas?
Da mesma forma que nós ficaríamos ao nos relacionarmos com homens completos que não precisariam de nós.
Aí entra o Cavalheirismo. Atitudes e gestos sociais de gentileza, respeito e deferência de homens para mulheres, quando homens podem ser homens e mulheres podem ser mulheres na boa.
Como eu disse no início, homens são diferentes de mulheres, não dá para negar. Mas podemos fazer as mesmas coisas, também não dá para negar. Então como exercer essas diferenças de forma saudável no dia a dia?
O homem sendo cavalheiro expressa o que ele tem de melhor na sua masculinidade. E a mulher aceitando esta deferência não está sendo diminuída, está sendo mulher.
O texto soou antiquado?
Bem, é a minha opinião.
Eu gosto quando abrem a porta do carro para mim. Eu gosto quando carregam meus pacotes. Eu gosto quando andam do lado de fora da rua. Eu gosto quando pagam a conta do jantar. Eu gosto quando colocam o paletó em meus ombros para eu não passar frio. Eu gosto que me dêem passagem primeiro na porta e abram a porta para mim. Eu gosto que me dêem o braço quando eu estiver com um salto muito alto num piso ruim de andar. Eu gosto de ser tratada como uma dama, uma princesa, como uma rainha.
E isso não vale apenas para os homens que nos relacionamos mais intimamente. Vale para qualquer homem. Para aquele que dá lugar para eu sentar. Para aquele que ajudou a trocar meu pneu na rua. Para o que segurou a porta do elevador.
Viva o cavalheirismo!
Tirado de: http://deusario.com/2007/12/o-cavalheirismo-e-a-diferenca-entre-homens-e-mulheres.html
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Com o advento das idéias feministas, que cogitam uma falsa libertação da mulher e busca por uma falsa igualdade com os homens, o cavalheirismo cada vez mais vem sendo deixado de lado. Por um lado as mulheres acham que um homem abrir a porta do carro, dar o lugar para que ela sente, oferecer para pagar algo é sinal de sua inferioridade, por outro lado os homens não sabendo como lidar com as mulheres e achando que o cavalheirismo é dispensavel..
Ora, oras, lembro das longas conversas que tinha com minha avó, onde ela contava como foi cortejada pelo meu avô. O pedido de permissão aos pais para que se encontrassem, o restaurante onde meu avô a levou, o cuidado ao dar o braço para que ela seguisse ao seu lado, ele sempre abrindo as portas, preocupado com seu bem estar. No primeiro encontro lhe deu uma rosa, com uma poesia escrita a mão, ela se sentia uma princesa, recebendo tanto cuidado e carinho.
Sim, eu gosto de cavalheirismo, é uma expressão de respeito social por nós mulheres, afinal sim, nós merecemos este respeito e cuidado.
Camila
O machismo sutil
Vivemos em mundo de mulheres-maravilha, onde todas nós podemos tudo e o mundo está aos nossos pés. Somos mulheres que trabalhamos, estudamos, cuidamos da casa e dos filhos e ainda temos que ficar lindas como eternas jovens de vinte anos. Ou então, as mais jovens (e às vezes até mais velhas), somos liberais, donas de nosso corpo, temos o homem que queremos, como e quando quisermos. Será?
Tudo isso é uma casca que somos obrigadas a vestir, mostrando caras felizes e argumentos vazios para agradar a sociedade. Por dentro estamos esgotadas, destruídas, humilhadas, solitárias e infelizes. O problema não foram os direitos adquiridos pela mulher, mas foi o que fizemos com esses direitos e, mais ainda, que tipo de direito reivindicamos.
O direito de ter que ser jovem a vida inteira? O direito de ser igual a um homem? O direito à libertinagem? Ou, pior, o direito de matar quem está dentro de nós, só porque “mandamos” em nosso corpo? Sem contar os outros “direitos” por aí.
Na sociedade renascentista as mulheres passaram a agir como na sociedade romano-helênica e foram daí a pior. A loucura do culto ao corpo é apenas o exemplo mais evidente que qualquer um nota. Entretanto, por trás desse mal, aparecem outros bem piores. "Agradeçamos", então, ao feminismo que nos colocou na mesma condição de um homem. Daí as mulheres-maravilha! Se antes do advento do cristianismo a tentativa era de subjugar e escravizar as mulheres, como seres inferiores ao homem, nos dias hodiernos quem está buscando isso são as próprias mulheres!
O feminismo, ao pretender que as mulheres sejam dignas e respeitadas porque iguais ao homem em tudo, nada mais faz do que ignorar as diferenças entre os dois sexos. Se a mulher é digna quando é igual ao homem, então o homem é o parâmetro. E isso é machismo! Se a mulher só é livre e respeitada porque faz tudo o que faz o homem, então o homem é o ideal a ser alcançado, o exemplo a ser imitado. E isso é machismo! O feminismo, pois, é uma forma sutil de machismo.
Aparecem nos meios de comunicação garotas (ou nem tanto) semi-nuas, quando não totalmente, falando apenas besteiras e propagando uma felicidade que não existe. Como se o corpinho delas fosse, e é, uma arma muito poderosa, sem se dar conta que nenhuma plástica do mundo vai lhe dar um transplante de cérebro. Quando tiverem sessenta e poucos anos, ao invés de estarem rodeadas da família pela qual pelejaram a vida inteira para manter feliz e unida, e com memórias de um passado de ações positivas por uma sociedade melhor e dedicação aos outros, terão apenas recortes de jornais em um apartamento solitário talvez com alguns gatos para lhes fazer companhia. Uma vida fútil, vazia, sem Deus e os valores cristãos que as mesmas sempre tanto combateram.
A defesa da mulher, o reconhecimento de sua condição ontológica e seus direitos legais são fruto dos valores que as feministas tanto odeiam. Colocaram as mulheres como mulheres, femininas, fortes, rainhas do lar, sim! Mas nem por isso menos que o homem! Só quem tem uma família sabe o quão difícil e o quanto exige de inteligência e jogo de cintura para organizar, administrar, acalmar, saciar, etc.
Ser mulher é acima de tudo ser mãe, ainda que não tenha filhos nem seja casada. É cuidar do próximo, é estar sempre atenta às necessidades de outro, é ser digna, é se doar, é ser coração, mas deixando que ele seja comandado pelo intelecto e pela sensibilidade que é peculiar à alma feminina.
Somos diferentes, homens e mulheres, nem piores e nem melhores por causa disso.
Cada com seu fundamental papel a desempenhar. Temos que deixar nossos homens serem homens e ensinar assim nossos filhos. Por mais que saibamos trocar uma lâmpada, um pneu, abrir uma tampa de vidro apertada ou brigarmos com a companhia telefônica. Deixemos que os mesmos o façam e os incentivemos para tanto.
* Texto muito bom que encontrei na net. Pertence a Aline Rocha Taddei Brodbeck, adaptado para o blog por mim...









